
Redação Publicado em 04/07/2022, às 00h00 - Atualizado às 09h31
O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta segunda-feira (4) uma reforma do governo enfrentar o segundo mandato, no qual ele terá dificuldades para aplicar sua agenda reformista e liberal depois de perder a maioria absoluta nas eleições legislativas.
Macron não fez mudanças profundas no governo de sua primeira-ministra, Élisabeth Borne, do qual foi afastado o ministro de Solidariedades, Autonomia e Pessoas com Deficiência, Damien Abad, um dos três integrantes do gabinete acusados de estupro.
A entrada de maior destaque no governo é a de Laurence Boone, atual economista-chefe da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE), como nova secretária de Estado para Assuntos Europeus.

Ministro francês da Solidariedade, Damien Abad, durante evento em Paris — Foto: Benoit Tessier/REUTERS
Christophe Béchu, atual ministro delegado para as Coletividades Territoriais, assumirá uma das pastas prioritárias, Transição Ecológica, em substituição a Amélie de Montchalin, obrigada a sair depois de sua derrota nas eleições legislativas.
Esta amiga de Macron é um dos três membros do governo que disputaram as eleições e não conseguiram uma cadeira no Parlamento, o que, por força de uma regra não escrita, significa que devem abandonar seus cargos no Executivo.
O médico François Braun assumirá o ministério da Saúde no lugar de Brigitte Bourguignon, em plena sétima onda de contágios da covid-19 na França. A primeira-ministra Borne deseja descongestionar rapidamente os hospitais.
O diretor geral da Cruz Vermelha na França, Jean-Christophe Combe, substituirá Damien Abad como ministro, depois que a justiça abriu uma investigação por tentativa de estupro, acusação que o agora ex-ministro nega.
A secretária de Estado para Desenvolvimento, Francofonia e Associações Internacionais, Chrysoula Zacharopoulou, que também nega as acusações de estupro contra ela no exercício de sua profissão de ginecologista, permanece no cargo.
Assim como o ministro do Interior, Gérald de Darmanin, que também assume as funções de Ultramar. O Ministério Público francês pediu no início do ano o arquivamento de uma denúncia por estupro contra o político.

Emmanuel Macron durante evento de posse para seu segundo mandato — Foto: Gonzalo Fuentes/REUTERS
A reforma ministerial representa na prática o início do segundo mandato do presidente centrista, dois dias antes do discurso de política geral de sua primeira-ministra, e encerra um período de incerteza desde sua reeleição em 24 de abril.
Borne já iniciou com a negociação com a oposição de seu primeiro projeto de lei, um pacote de medidas que pretende proteger o poder aquisitivo e que o governo espera aprovar entre o fim de julho e o início de agosto.
Leia também

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Caso Palmeiras: Laudo do IML não aponta lesões corporais, mas Polícia Civil mantém investigação de suposto abuso infantil

Silvia Abravanel anuncia pré-candidatura e disputa vaga na Câmara pelo PSD

Investigado por suposta falsificação de peças de luxo já foi denunciado pelo GAECO em caso de roubo de cargas

Influenciador relata ter sido retirado de campanhas publicitárias por causa da deficiência: “Disseram que eu causaria constrangimento”

Anvisa aprova primeiro remédio não hormonal contra ondas de calor da menopausa

Polícia estoura canil clandestino na Zona Leste de SP e resgata mais de cem felinos de raça

Investigação interna afasta hipótese de arrastão na Estação Luz do metrô de SP

Investigação aponta retirada de câmera após morte de jovem em salto de rope jump