Projeto para a revitalização do centro histórico de Congonhas, cidade que fez parte do chamado Ciclo do Ouro de Minas Gerais, foi aprovado para apoio não

Redação Publicado em 09/06/2020, às 00h00 - Atualizado às 09h55
Projeto para a revitalização do centro histórico de Congonhas, cidade que fez parte do chamado Ciclo do Ouro de Minas Gerais, foi aprovado para apoio não reembolsável do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no âmbito do BNDES Fundo Cultural/Lei de Incentivo à Cultura. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, o projeto ajudará a cidade a explorar seu potencial turístico e a superar os impactos da pandemia de covid-19. O pedido de apoio ao banco foi feito pela Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo de Congonhas.
A cidade mineira reúne significativo acervo cultural, composto por igrejas de arquitetura barroca e esculturas do artista Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, cuja obra foi reconhecida como Patrimônio Cultural Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
O conjunto arquitetônico e urbanístico do município foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1941, onde havia, à época, apenas o eixo Basílica-Matriz. Ao longo dos anos, os principais monumentos da cidade foram tombados nacionalmente, de forma individual, abrangendo todo o entorno do Santuário; a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição; a coleção de ex-votos do Santuário (Sala dos Milagres); e a estação ferroviária da Estrada de Ferro Central do Brasil, de 1914.
De acordo com o BNDES, o apoio financeiro da instituição permitirá a confecção de réplicas de dez dos 12 profetas esculpidos em pedra-sabão no adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. Serão produzidos moldes de segurança dos profetas Isaias, Jeremias, Baruque, Ezequiel, Daniel, Oseias, Abdias, Amós, Habacuque e Naum. Até então só havia as réplicas de Joel e de Jonas, feitas em 2011 pelo Iphan e pela Unesco.
O projeto constitui a quarta e última fase de uma série de investimentos conjuntos com empresas privadas, prefeitura de Congonhas e o Iphan para a implantação do Museu de Congonhas, espaço anexo ao santuário inaugurado em 2015 com o apoio do banco. Essa última fase prevê também a expansão do museu, com uso de recursos tecnológicos. No local, será construída a Galeria dos Profetas, onde ficarão expostas as réplicas dos profetas do Aleijadinho, com o propósito de reunir o conhecimento na preservação de esculturas em pedra-sabão.
O projeto prevê ainda o funcionamento de um anfiteatro para receber ações culturais complementares. Os recursos do banco serão utilizados também em ações voltadas para a melhoria da sustentabilidade financeira do Museu de Congonhas, informou a assessoria.
Nessa quarta etapa, os recursos do BNDES serão de R$ 11,7 milhões. Com isso, o investimento total chegará a R$ 18,9 milhões, incluindo as três fases anteriores, e equivale a 48% do investimento global, de R$ 39 milhões.
As igrejas e esculturas coloniais de Congonhas atraem anualmente mais de 300 mil visitantes, o que torna o turismo uma das principais atividades geradoras de receita para a região.
ABr
Leia também

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Caso Palmeiras: Laudo do IML não aponta lesões corporais, mas Polícia Civil mantém investigação de suposto abuso infantil

Anac autoriza duas novas companhias aéreas internacionais a operar no Brasil

Incêndio destrói galpão de distribuidora de autopeças na Lapa, em São Paulo

Investigado por suposta falsificação de peças de luxo já foi denunciado pelo GAECO em caso de roubo de cargas

STF oficializa fim da aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes

Influenciadora rebate críticas por namoro com ex-presidente da CBF 53 anos mais velho

Metrô de São Paulo distribui álbuns da Copa do Mundo e promove ação solidária com figurinhas repetidas

Torre Eiffel fecha as portas em meio a onda de calor histórica que castiga a França

Mulher é condenada a 66 anos de prisão por envenenar ovo de Páscoa e matar crianças no Maranhão