Saúde Pública

Anvisa bane “canetas do Paraguai” e proíbe venda de novas substâncias para emagrecimento

Tirzepatida sem registro, marcas populares nas redes sociais e a substância retatrutida entram na lista de proibições após avanço de vendas ilegais pela internet.

Anvisa determinou apreensão e proibiu fabricação e comercialização de canetas emagrecedoras sem registro - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 21/01/2026, às 10h31

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu a fabricação, importação, comercialização, distribuição, propaganda e uso de canetas emagrecedoras sem registro no Brasil, incluindo produtos à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, conhecidas nas redes sociais como as chamadas “canetas do Paraguai”.

A medida foi publicada nesta quarta-feira (21) no Diário Oficial da União e vale para qualquer pessoa física ou jurídica que fabrique, venda, divulgue ou utilize esses produtos no país.

Segundo a Anvisa, empresas estavam anunciando e comercializando essas canetas principalmente pelas redes sociais, mesmo sem autorização sanitária. Como não possuem registro no órgão regulador, os produtos não passaram por avaliação de segurança, eficácia e qualidade, o que torna a venda ilegal.

Além das marcas Synedica e TG, a Anvisa também citou outras canetas e nomes comerciais que circulam de forma irregular, como T.G.5, Lipoless, Lipoless Éticos, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e T.G. Indufar.

Retatrutida também entra na proibição
A decisão também proíbe a retatrutida, substância que vem sendo divulgada como uma “nova geração” de medicamentos para perda de peso, com promessa de resultados superiores aos das canetas já conhecidas.

De acordo com a Anvisa, a retatrutida ainda está em fase de estudos clínicos e não tem liberação para uso comercial em nenhum país. Não existe distribuição regular dessa substância no mercado.

Isso significa que qualquer produto vendido sob a alegação de conter retatrutida não tem garantia de composição real, segurança, eficácia ou qualidade.

Importação também está suspensa
Medicamentos sem registro só podem ser importados em caráter excepcional, para uso pessoal, mediante prescrição médica e seguindo regras específicas. No entanto, quando há proibição expressa da Anvisa, como neste caso, a importação também fica suspensa por qualquer modalidade.

A agência afirma que a decisão foi tomada após o aumento expressivo de anúncios e vendas irregulares, inclusive pela internet — prática proibida no Brasil. O objetivo é coibir o uso indevido desses produtos e reduzir riscos graves à saúde da população.

A Anvisa alerta que o consumo de medicamentos sem registro pode causar efeitos adversos imprevisíveis, intoxicações, falhas terapêuticas e até riscos de morte, já que não há controle sobre a procedência, a dosagem nem a composição real desses produtos.

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