Ricardo Sayeg Publicado em 04/08/2025, às 12h33
Neste momento crítico da história nacional, em que se erguem sombras sobre as liberdades individuais e os pilares do Estado Democrático de Direito são postos à prova, impõe-se um chamado à consciência cívica dos brasileiros. Diante do desastre das ideologias estatistas, que instrumentalizam a miséria para justificar o confisco da iniciativa e a erosão das garantias fundamentais, urge defender um novo pacto social fundado na dignidade da pessoa humana: o Capitalismo Humanista.
Não se trata de um retorno ao liberalismo selvagem, insensível às desigualdades sociais, tampouco de ceder ao fascínio coercitivo do Estado hipertrofiado, que tudo promete e nada entrega. O que propomos é um caminho de equilíbrio, com respeito inegociável pela liberdade, em que o mercado atue como motor da prosperidade, mas subordinado à ética da solidariedade, à justiça social.
O Capitalismo Humanista reconhece que a livre iniciativa associada aos valores humanistas e responsabilidade social, é instrumento de emancipação social, porém, vacinando-a no seu efeito de oprimir o próximo. O empresário não é inimigo do povo; é, antes, seu aliado no combate à pobreza, na geração de empregos e riqueza, assim como, na promoção da prosperidade material da sociedade e sustentação do Estado.
Por outro lado, o Estado deve ser servidor, não senhor. Deve garantir segurança jurídica, justiça célere e serviços públicos eficientes e jamais tornar-se o protagonista absoluto da vida econômica, nem agente da despersonalização do cidadão, reduzido a número em programas assistencialistas de perpetuação no poder.
Assistimos, com preocupação, à construção de uma narrativa que demoniza a empresarialidade e o lucro, criminaliza o sucesso e romantiza a dependência do Estado. Trata-se de uma armadilha ideológica que, em nome de uma pretensa justiça social, promove o nivelamento por baixo, destrói a meritocracia e mata o espírito empreendedor.
O Capitalismo Humanista é o antídoto contra esse projeto de servidão moderna, sem abrir mão de assegurar a todos existência digna conforme os ditames da justiça social.
Ele resgata a centralidade da pessoa humana como sujeito de direitos, deveres e vocações. Defende a propriedade privada como extensão da liberdade individual e a livre concorrência como expressão da pluralidade e da criatividade.
É tempo de despertar. É tempo de escolher. Entre o dirigismo autoritário que sequestra a esperança do povo e um capitalismo humanizado que promove o bem comum, é preciso tomar posição.
Conclamamos, pois, o povo brasileiro — seus líderes, juristas, empresários, trabalhadores, educadores e jovens — a se levantarem em defesa de um novo projeto nacional, fundado nos valores eternos da liberdade, da responsabilidade, da justiça e da fraternidade.
O Brasil precisa do Capitalismo Humanista. O tempo de se posicionar é agora.