Existe uma mãe que hoje acorda com o filho nos braços e o coração cheio de gratidão. Este texto é para ela.
Existe uma mãe que hoje acorda e encontra o quarto ao lado vazio, porque perdeu um filho que existiu, mesmo que por pouco tempo. Este texto é para ela também.
Existe a mãe que criou sozinha, que trabalhou quando estava exausta, que dormiu menos para que seus filhos tivessem mais. Este texto é para ela.
Existe a mãe que adotou e escolheu amar sem que nenhuma lei da biologia a obrigasse. Este texto é para ela.
Existe a mulher que tenta ser mãe e ainda não conseguiu. Que vê este dia como uma ferida aberta que o mundo insiste em cutucar. Este texto também é para ela.
Existe a filha que hoje acorda sem mãe. Que a perdeu cedo demais ou que nunca a teve de verdade. Este texto é para ela.
E existe a mãe que amou com tudo o que tinha e ainda sente que não foi suficiente. O que você sente não é fraqueza sua. É o peso imenso do quanto você carrega e do quanto você merece ser sustentada também.
Maternidade não foi feita para ser carregada em silêncio. Quando uma mãe fala, outra finalmente respira. E quando uma mãe é cuidada, tudo ao redor dela começa a mudar de verdade.
Uma mãe cuidada cuida diferente. Uma mãe inteira ama diferente. Uma mãe restaurada vive diferente.
O que todas essas mulheres têm em comum não é a perfeição. É um amor que transforma, que doa sem calcular e que permanece mesmo quando ninguém está olhando.
O amor que você carrega não precisa de uma data para ser real. Ele já é.
Feliz Dia das Mães.
Às de ontem, às de hoje e às que ainda virão.
Ap. Queila C. Martines
Mãe, avó, pastora, mentora e escritora.