Ap. Queila C Martines Publicado em 01/07/2026, às 09h46
Os Pilares da Felicidade (Parte 1): O Chão Que Sustenta Tudo
Afinal, o que é felicidade? Se você perguntar isso a dez pessoas diferentes, vai ouvir dez respostas diferentes. Uns dirão que é ter dinheiro. Outros, que é ter saúde, família, um bom relacionamento, reconhecimento profissional. Nas redes sociais, felicidade virou sinônimo de viagem, prato bonito, corpo em forma e sorriso fácil. Mas se felicidade fosse só isso, por que tanta gente que tem tudo isso continua vazia por dentro, tomando remédio para dormir e evitando ficar sozinha com os próprios pensamentos?
A verdade é que felicidade não é um estado permanente nem uma sequência de momentos perfeitos. Ela não é ausência de problemas, e sim a capacidade de viver com sentido mesmo em meio a eles. Existe diferença enorme entre prazer e felicidade. O prazer é rápido, depende de estímulo externo e passa depressa. A felicidade é mais profunda, se constrói aos poucos e resiste até quando as circunstâncias não colaboram.
É justamente aí que mora o problema de muita gente infeliz sem saber o motivo. Busca prazer achando que é felicidade, e quando o efeito passa, a sensação de vazio volta ainda maior, exigindo uma dose mais forte da próxima vez. Por isso, antes de falar dos pilares que sustentam uma vida verdadeiramente feliz, precisamos entender que felicidade se constrói, não se compra e muito menos se finge diante dos outros.
O primeiro pilar dessa construção é a verdade. Muita gente vive infeliz porque insiste em negar o que está diante dos olhos. Nega o casamento que já morreu, o filho que precisa de ajuda, o corpo que está adoecendo, o trabalho que não faz mais sentido. Enquanto nega, gasta energia que poderia usar para construir, apenas sustentando uma fachada cada vez mais pesada de carregar.
Aceitar a realidade não é se resignar. É o oposto disso. É o primeiro passo para mudar qualquer coisa que precise ser mudada. Ninguém conserta o que não admite estar quebrado. A Bíblia nos ensina sobre andar em luz, e luz é isso: enxergar sem se esconder, nem de Deus, nem dos outros, nem de si mesma.
Conheço mulheres que carregaram anos de sofrimento silencioso porque tinham vergonha de admitir que a vida não estava como prometeram nas redes sociais. O alívio que sentem quando finalmente dizem em voz alta "não estou bem" é o começo de toda reconstrução verdadeira.
Esse é o chão. Sem ele, qualquer outro pilar que tentarmos erguer vai balançar, porque estará construído sobre areia. Nas próximas colunas falaremos dos outros três: os vínculos que curam, o propósito que sustenta, e a paz que não depende das circunstâncias.
Mulheres curadas mudam destinos. E toda cura começa com a verdade.