Golpe de Estado

"Tentativa violentíssima", afirma Moraes sobre trama golpista

Primeira Turma do STF inicia votação sobre a aceitação da denúncia contra Bolsonaro e outros membros do governo por tentativa de golpe

PGR aponta início de movimentos golpistas desde 2021 - Imagem: Divulgação / STF / Rosinei Coutinho

William Oliveira Publicado em 26/03/2025, às 11h08

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), qualificou os eventos de 8 de janeiro como "uma verdadeira guerra campal", destacando que os ataques às sedes dos Três Poderes não foram simples atos de vandalismo. A declaração foi dada nesta quarta-feira (26), durante a análise da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros membros de seu governo, investigados por suposta tentativa de golpe de Estado.

Moraes exibiu um vídeo que documenta a destruição das instalações públicas e a violência daquele dia, afirmando que se tratou de uma tentativa de golpe de Estado violenta, com pedidos explícitos por intervenção militar. Ele ressaltou que as imagens não deixam dúvidas sobre a materialidade dos crimes apresentados na denúncia, que inclui Bolsonaro e mais 33 pessoas, acusados de tentativa de desmantelamento do Estado Democrático de Direito e danos qualificados, como depredação e formação de organização criminosa armada.

“É importante lembrar que tivemos uma tentativa de golpe de Estado violentíssima”, disse ele. “Uma violência selvagem, com pedido de intervenção militar”, acrescentou Moraes. 

A PGR sustenta que os movimentos golpistas começaram em 2021, com ataques às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral, visando criar um clima de animosidade social e permitindo que Bolsonaro tentasse se manter no poder. Os eventos de 8 de janeiro seriam o ponto culminante dessa tentativa de golpe, com Bolsonaro e outros sete membros do que é chamado "núcleo crucial" sendo responsabilizados pelos ataques.

Nesta quarta-feira (26), a Primeira Turma do STF iniciou a votação para decidir se aceita ou rejeita a denúncia relacionada ao núcleo crucial do golpe.

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