Sem estrutura partidária, Joaquim Barbosa abandona plano de candidatura ao Planalto

Decisão põe fim às articulações para que o ex-ministro do STF concorresse à Presidência da República nas eleições de 2026

Reconhecido por sua atuação no Supremo, Joaquim Barbosa presidiu a Corte entre 2012 e 2014 - Imagem: Reprodução | BBC

Lívia Gennari Publicado em 18/07/2026, às 12h43

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa decidiu encerrar as negociações para disputar a Presidência da República nas eleições de 2026 pelo Democracia Cristã (DC). A definição ocorre após a constatação de que a legenda não reúne as condições políticas e financeiras necessárias para sustentar uma candidatura em nível nacional.

Entre os fatores que pesaram na decisão está a reduzida representação do partido no Congresso. Com apenas um deputado federal, o DC não atinge o número mínimo de parlamentares exigido para receber recursos dos fundos públicos destinados às campanhas eleitorais, além de ficar sem acesso ao horário gratuito de propaganda em rádio e televisão.

Nas últimas semanas, Barbosa havia alimentado especulações sobre uma possível entrada na corrida presidencial ao voltar a utilizar suas redes sociais. Em uma publicação feita em 16 de junho, declarou que analisava a viabilidade da candidatura e informou que passaria a manter uma presença mais frequente nas plataformas digitais para ampliar o contato com o público.

Aposentado do STF desde 2014, Joaquim Barbosa ganhou projeção nacional durante o julgamento da Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão. Apesar da expectativa gerada em torno de seu nome, a falta de estrutura do partido acabou inviabilizando a continuidade do projeto eleitoral para 2026.

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