Golpe

Lista de envolvidos em plano de golpe chega a Moraes ainda hoje

O indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro está sendo formalizado

O indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro está sendo formalizado - Imagem: Reprodução / Nelson Jr. / SCO / STF

Gabriela Thier Publicado em 21/11/2024, às 14h49

A Polícia Federal está prestes a formalizar o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, juntamente com outras figuras proeminentes, em um suposto esquema de golpe de Estado após as eleições de 2022. Entre os envolvidos destacados para serem indiciados encontram-se os ex-ministros Augusto Heleno e Braga Netto, além do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, e o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem. A documentação referente ao indiciamento deverá ser submetida ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda nesta quinta-feira, 21. As imputações enfrentadas pelos acusados abrangem crimes como tentativa de golpe de Estado e formação de organização criminosa.

A Operação Contragolpe, conduzida pela Polícia Federal, culminou na detenção de cinco indivíduos implicados em um esquema que visava impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e restringir a atuação do Poder Judiciário. O audacioso plano incluía a execução de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin, além de um ataque direcionado ao ministro Alexandre de Moraes. Durante o curso das investigações, foram encontrados documentos que detalhavam um planejamento minucioso, incluindo táticas para monitorar a segurança do ministro e um estoque considerável de armamentos.

Os militares presos estavam desenvolvendo métodos para neutralizar os alvos, considerando o uso de explosivos ou veneno, tendo em mente a fragilidade da saúde do presidente eleito. As conversas sobre o plano foram realizadas na residência de Braga Netto, onde foi elaborado um "planejamento operacional" para a execução das ações. A investigação da PF também revelou comunicações que indicavam a intenção de criar um gabinete de crise com o propósito de restaurar a legalidade e estabilidade institucional.

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