Deputada do PL afirma que o governo colocou a economia brasileira em risco ao conduzir a relação com os Estados Unidos e pretende protocolar o pedido de impeachment após o recesso parlamentar.
Redação Publicado em 21/07/2026, às 10h54
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) iniciou a coleta de assinaturas para apresentar um pedido de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), utilizando como um dos principais argumentos a recente imposição de tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Segundo informações divulgadas pela repórter Gabriela Echenique, do jornal Folha de S. Paulo, a parlamentar, o governo federal teria assumido um risco considerado desproporcional ao conduzir a política externa e as negociações comerciais com os norte-americanos, resultando em impactos para setores da economia nacional.
A intenção de Zanatta é protocolar o pedido de impeachment na Câmara dos Deputados logo após o fim do recesso parlamentar, previsto para agosto. A deputada afirma buscar apoio entre parlamentares da oposição para fortalecer a iniciativa.
O argumento relacionado ao chamado "tarifaço" ganhou força após o governo dos Estados Unidos confirmar a aplicação de tarifas sobre parte das exportações brasileiras. Para a congressista, a condução diplomática do Palácio do Planalto contribuiu para o cenário que atingiu empresas e setores exportadores.
Cotada nos bastidores como possível candidata a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições de 2026, Júlia Zanatta também sustenta que a política econômica e externa do governo compromete a confiança de investidores e prejudica a competitividade do país.
Apesar da movimentação, pedidos de impeachment dependem de decisão exclusiva da Presidência da Câmara dos Deputados para terem andamento. Após eventual protocolo, cabe ao presidente da Casa analisar se o pedido atende aos requisitos legais antes de decidir sobre sua tramitação.
Até o momento, o Palácio do Planalto não se manifestou sobre a iniciativa da parlamentar.