TENSÃO POLÍTICA

Flávio Dino relata ameaça em aeroporto e faz alerta sobre radicalização política

Ministro do STF afirmou que funcionária de companhia aérea teria dito que “seria melhor matar do que xingar” ao ver seu nome em cartão de embarque; magistrado pediu campanhas de educação cívica em empresas.

Ministro do STF, Flávio Dino relatou episódio envolvendo ameaça em aeroporto e pediu campanhas de conscientização contra o ódio político. - Imagem: Edilson Rodrigues / Agência Senado

Redação Publicado em 19/05/2026, às 11h15

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O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino usou as redes sociais para relatar um episódio que classificou como preocupante e que, segundo ele, reflete o avanço da radicalização política no país. De acordo com o magistrado, uma funcionária de uma empresa aérea teria manifestado desejo de “matá-lo” após visualizar seu nome em um cartão de embarque.

Segundo Dino, o comentário foi feito a um agente de polícia judicial que fazia sua escolta. Inicialmente, a funcionária teria afirmado vontade de “xingar” o ministro, mas depois teria “corrigido” a frase, dizendo que “seria melhor matar do que xingar”.

O ministro afirmou que não pretende expor a identidade da funcionária nem da empresa envolvida, mas destacou que o episódio serve como alerta sobre o clima de intolerância política em ano eleitoral.

“Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam da minha atuação no STF”, escreveu Dino nas redes sociais.

O magistrado também demonstrou preocupação com a possibilidade de discursos de ódio contaminarem ambientes sensíveis, como aeroportos e voos comerciais, colocando em risco não apenas autoridades, mas passageiros em geral.

“Imaginemos que outros funcionários sejam contaminados com idêntico ódio. Isso pode significar riscos para a segurança de aeroportos e voos”, alertou.

Na publicação, Dino ampliou a reflexão para outros setores que lidam diretamente com o público, como restaurantes e serviços em geral. O ministro questionou se consumidores poderiam estar sujeitos a agressões motivadas por posicionamentos políticos.

Diante da situação, o integrante do STF fez um apelo para que empresas promovam campanhas internas de conscientização e educação cívica entre funcionários e prestadores de serviço.

“O cidadão não pode consumir um serviço com receio de sofrer agressão por suas opiniões, preferências ou simpatias políticas”, destacou.

Dino também afirmou que o caso pode ser isolado, mas ponderou que o cenário eleitoral tende a intensificar sentimentos extremos e que medidas preventivas são necessárias para preservar a convivência democrática.

O episódio acontece em meio ao aumento da polarização política no Brasil e reacende o debate sobre violência verbal, ameaças contra autoridades públicas e os impactos da radicalização nas relações sociais.

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