ANISTIA

Deputados pedem desculpas após votarem a favor da PEC da Blindagem: "Perdão"

Parlamentares recorreram às redes sociais para se manifestar sobre o voto positivo à PEC da Blindagem, que promove anistia a condenados por atos do dia 8 de janeiro, beneficiando também o ex-presidente Jair Bolsonaro

Entre os que se manifestaram estão o deputado Pedro Campos (PSB-PE), a deputada Silvye Alves (União Brasil-GO) e o deputado Merlong Solano (PT-PI) - Imagem: Reprodução / Redes Sociais

William Oliveira Publicado em 20/09/2025, às 11h00

Nesta semana, deputados recorreram às redes sociais para pedir perdão aos eleitores pelo voto favorável à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, que protege parlamentares contra a abertura de processos penais no Supremo Tribunal Federal (STF). A PEC, aprovada na Câmara em dois turnos — 353 a 134 no primeiro e 344 a 133 no segundo — agora segue para análise no Senado.

A deputada Silvye Alves (União Brasil-GO) admitiu em vídeo no Instagram que seu voto foi um "erro gravíssimo", justificando que sofreu pressões de figuras influentes do Congresso.

"Eu vim aqui, humildemente, pedir desculpas aos meus eleitores. Eu cometi um erro gravíssimo na última terça-feira (16). Eu fui contra tudo que eu defendo, tudo que eu acredito", declarou Alves.

 

O deputado Merlong Solano (PT-PI) também pediu desculpas ao povo do Piauí e ao PT, classificando seu voto como um "grave equívoco". Solano afirmou que tentou preservar o diálogo com a presidência da Câmara, ocupada por Hugo Motta (Republicanos-PB), e evitar o avanço da anistia, mas não obteve sucesso.

Outro que também se manifestou foi o deputado Pedro Campos (PSB-PE), irmão do prefeito do Recife João Henrique Campos, que, ao lado de Solano, está recorrendo ao STF por meio de mandado de segurança para contestar a votação.

"Tenho a humildade de reconhecer que não escolhemos o melhor caminho. Saímos derrotados na votação da PEC e na votação da anistia", afirmou João Campos.

 

A PEC da Blindagem estabelece que:

A proposta agora será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde enfrentará resistência política significativa.

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