Prisão Domiciliar

Defesa de Bolsonaro nega uso de celular em visita e envia explicações ao STF

Caso surgiu após denúncia da deputada Erika Hilton e segue sob análise do Supremo

Após imagens sugerirem uso de celular, a defesa de Bolsonaro afirma que ele não teve contato com o aparelho durante a visita do deputado - Imagem: Reprodução/Agência Brasil

Gabriela Nogueira Publicado em 27/11/2025, às 14h40

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou nesta quinta-feira (27) uma manifestação ao ministro Alexandre de Moraes negando que ele tenha utilizado ou visto um celular durante a visita do deputado Nikolas Ferreira, realizada em 21 de novembro, quando ainda cumpria prisão domiciliar. O esclarecimento foi apresentado após Moraes determinar um prazo de 24 horas para a equipe jurídica explicar imagens que sugeriam que o parlamentar teria manuseado um aparelho dentro do local.

O ministro havia autorizado a visita, mas manteve a proibição expressa do uso de celulares tanto para Bolsonaro quanto para qualquer pessoa que o encontrasse. A possível infração ganhou repercussão nas redes e na imprensa e levou a deputada Erika Hilton a protocolar uma notícia-crime no Supremo contra Nikolas Ferreira.

Na petição entregue ao STF, a defesa reforçou que Bolsonaro se manteve fiel às medidas cautelares impostas e que não teve qualquer contato, direto ou indireto, com o celular levado pelo deputado. Os advogados afirmam que ele não tocou, não utilizou e sequer visualizou o aparelho durante o encontro. Para eles, a interpretação das imagens não comprova descumprimento das regras determinadas pela Corte.

O episódio ocorre enquanto o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, em uma sala da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A condenação decorre da ação penal que apura sua participação em uma suposta tentativa de golpe. O local onde está detido segue normas rígidas de controle e limitações, incluindo restrições de comunicação e circulação de eletrônicos.

A resposta da defesa foi anexada ao processo e agora aguarda análise de Moraes, que decidirá se as explicações afastam a suspeita de descumprimento das medidas ou se novas providências serão adotadas. O caso segue em tramitação no Supremo.

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