Senadora afirma que vídeo da ex-primeira-dama serviu apenas para esclarecer ataques sofridos e nega articulação para substituir Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.
Redação Publicado em 25/06/2026, às 10h10
A senadora Damares Alves afirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro continuará apoiando uma eventual candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro, apesar das recentes declarações públicas em que Michelle revelou ter se sentido "traída" e "desrespeitada" pelo enteado.
Em entrevista, Damares minimizou a crise interna e disse que o vídeo divulgado por Michelle teve como objetivo apenas esclarecer sua posição diante das críticas que vinha recebendo.
— Isso não quer dizer que ela não vai apoiar o Flávio. Claro que vai. Ela tinha o direito de se explicar. Se ela entrasse na campanha sem se posicionar, diriam que era oportunismo — declarou a senadora.
Segundo Damares, a gravação divulgada por Michelle já estava pronta havia alguns dias e só foi publicada após avaliação da equipe da ex-primeira-dama sobre o melhor momento político.
A parlamentar também negou que a manifestação pública tenha sido uma estratégia para fortalecer Michelle como alternativa eleitoral dentro do campo bolsonarista.
— Ela sequer quer ser candidata ao Senado. Nós é que estamos tentando convencê-la a não desistir — afirmou.
Nos vídeos divulgados nas redes sociais, Michelle revelou detalhes de uma conversa telefônica com Flávio Bolsonaro após críticas feitas por ela à aliança do Partido Liberal com o ex-governador Ciro Gomes no Ceará.
Segundo a ex-primeira-dama, o senador teria sido ríspido e afirmado que ela deveria se afastar das decisões partidárias, argumentando que ela teria pouca experiência política.
Damares atribuiu parte da reação de Michelle a ataques coordenados nas redes sociais. De acordo com a senadora, cerca de 40 perfis estariam promovendo críticas sistemáticas contra a ex-primeira-dama.
Apesar do episódio, a parlamentar acredita que a situação será resolvida internamente.
— Eles vão conversar e se entender. O importante é manter a unidade — disse Damares, que segue colaborando na elaboração de propostas para o programa de governo de Flávio Bolsonaro.
O episódio expôs divergências dentro do núcleo bolsonarista e reacendeu especulações sobre os rumos da direita para as eleições presidenciais de 2026.