A contratação do ex-ministro da Fazenda ocorreu após solicitação do governo Lula para atuação nas negociações de venda do Banco Master ao BRB, banco público do Distrito Federal.
Ana Beatriz Publicado em 25/01/2026, às 19h16
O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que ocupou o cargo nos governos Lula e Dilma Rousseff, foi contratado pelo Banco Master para prestar serviços de consultoria estratégica em uma negociação que envolveu um banco público.
A contratação ocorreu após um pedido direto do senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado. À época, Mantega recebia cerca de R$ 1 milhão por mês e tinha como principal missão atuar no avanço das negociações para a venda do Banco Master ao BRB, instituição financeira controlada pelo governo do Distrito Federal.
Segundo as informações apuradas, o trabalho de Mantega estava concentrado na articulação política e institucional necessária para viabilizar o negócio, considerado sensível por envolver recursos públicos e a participação de um banco estatal em uma operação de aquisição no sistema financeiro.
A atuação do ex-ministro ocorre em um contexto de proximidade histórica com os governos petistas, nos quais ele comandou a política econômica por mais de uma década, tanto no segundo mandato de Lula quanto durante o governo de Dilma Rousseff.
A negociação entre o Banco Master e o BRB ganhou atenção nos bastidores políticos e do mercado financeiro pelo volume financeiro envolvido e pelo papel desempenhado por figuras com trânsito direto no Palácio do Planalto e no Congresso Nacional.
Até o momento, não há informação pública sobre a conclusão definitiva da operação ou sobre eventuais desdobramentos institucionais a partir da contratação do ex-ministro.