Caso Banco Master

Vorcaro é levado a hospital em Brasília após passar mal na prisão

Saída foi autorizada por ministro do STF depois de atendimento médico na sede da Polícia Federal

Vorcaro deixa prisão e faz exames em hospital de Brasília. - Imagem: Reprodução/Redes Sociais.

Erika Osti Publicado em 23/04/2026, às 15h03

O banqueiro Daniel Vorcaro foi levado nesta quinta-feira (23) ao hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames médicos, após apresentar um quadro de mal-estar enquanto estava preso na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. A transferência foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, atendendo a um pedido da defesa, que alegou a necessidade de uma avaliação clínica mais detalhada fora do ambiente prisional.

Vorcaro passou mal no início da semana e chegou a ser atendido por um médico dentro da própria unidade da PF. Segundo relatos, ele apresentou sintomas que incluíram a eliminação de sangue na urina, o que motivou a solicitação de exames complementares em ambiente hospitalar. Apesar do episódio, fontes da investigação classificam o quadro como clínico e sem gravidade aparente, embora ainda dependa de confirmação por exames.

A Polícia Federal foi responsável pelo deslocamento do empresário até a unidade de saúde, onde ele chegou por volta do início da tarde. O hospital escolhido pertence à rede privada e é o mesmo onde o ex-presidente Jair Bolsonaro costuma realizar atendimentos médicos na capital federal.

Preso desde março, Vorcaro está custodiado na Superintendência da PF após ter sido transferido do sistema penitenciário federal. Ele é alvo de investigações que apuram suspeitas de crimes financeiros, incluindo irregularidades envolvendo o Banco Master, além de possíveis pagamentos indevidos a agentes públicos e a formação de uma estrutura paralela para monitoramento e intimidação de autoridades e jornalistas.

A autorização para saída da prisão ocorre em um momento em que a defesa do banqueiro também negocia um possível acordo de delação premiada. As tratativas ainda estão em fase preliminar e devem envolver a apresentação de informações consideradas relevantes para o avanço das investigações, além da possibilidade de ressarcimento de prejuízos a investidores.

Caso avance, o acordo dependerá da validação da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e da homologação pelo próprio Supremo. A expectativa, segundo fontes próximas ao caso, é que eventuais negociações ganhem corpo nas próximas semanas.

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