Avaliação foi determinada pela Justiça Eleitoral após defesa alegar agravamento do estado de saúde mental da parlamentar. Vereadora deixou o IML amparada por médicos e acompanhada por advogados.
Ana Beatriz Publicado em 12/05/2026, às 14h01
A vereadora Tatiana Medeiros compareceu na tarde desta segunda-feira ao Instituto Médico Legal para realizar uma perícia psiquiátrica determinada pela Justiça Eleitoral.
A avaliação médica foi solicitada no âmbito do processo em que a defesa da parlamentar pede a retirada da tornozeleira eletrônica utilizada por ela. Segundo os advogados, o uso do equipamento estaria agravando o estado de saúde mental da vereadora.
A perícia ocorreu no IML durante a tarde e mobilizou equipes médicas e jurídicas responsáveis pelo acompanhamento do caso.
Imagens registradas no local mostraram Tatiana Medeiros visivelmente abatida ao deixar o instituto por volta das 16h40. A parlamentar saiu amparada por médicos e acompanhada pelos advogados responsáveis pela defesa.
Durante o procedimento, uma ambulância chegou a ser acionada, aumentando a tensão e a repercussão em torno do caso.
Em nota, a defesa informou que a perícia foi realizada conforme determinação judicial e afirmou que o resultado técnico será anexado ao processo nos próximos dias para análise da Justiça Eleitoral.
Os advogados sustentam que a situação psicológica da parlamentar teria se agravado nas últimas semanas, justificando o pedido de revisão das medidas cautelares atualmente impostas.
Até o momento, não foram divulgados detalhes oficiais sobre o conteúdo da avaliação psiquiátrica nem sobre o quadro clínico da vereadora.
A decisão sobre eventual retirada da tornozeleira eletrônica dependerá da análise do laudo pericial e do entendimento da Justiça Eleitoral sobre os argumentos apresentados pela defesa.
O caso ganhou repercussão política e jurídica devido às circunstâncias envolvendo a parlamentar e ao debate sobre limites e impactos das medidas cautelares em situações de saúde mental.
Especialistas explicam que perícias psiquiátricas determinadas judicialmente costumam avaliar condições emocionais, capacidade cognitiva, estabilidade psicológica e possíveis riscos relacionados ao estado de saúde do investigado ou réu.
A utilização de tornozeleiras eletrônicas é considerada uma medida cautelar alternativa à prisão preventiva e costuma ser aplicada para monitoramento judicial enquanto processos seguem em andamento.
Nos bastidores políticos, aliados da vereadora afirmam que Tatiana Medeiros vem enfrentando forte desgaste emocional nos últimos meses em razão das investigações e da exposição pública do caso.
Já setores ligados à acusação defendem a manutenção das medidas cautelares até conclusão definitiva do processo judicial.
A expectativa agora gira em torno da divulgação do laudo médico oficial, que poderá influenciar diretamente os próximos desdobramentos jurídicos envolvendo a parlamentar.
Relembre o caso
A vereadora Tatiana Medeiros passou a ser alvo de investigações da Justiça Eleitoral e das autoridades policiais após suspeitas relacionadas a possíveis irregularidades eleitorais e financeiras envolvendo sua atuação política.
Segundo informações divulgadas anteriormente pelas autoridades, o caso envolve apurações sobre movimentações financeiras consideradas atípicas, além de possíveis irregularidades investigadas durante o processo eleitoral.
Em abril deste ano, Tatiana chegou a ser alvo de medidas cautelares determinadas pela Justiça, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. A defesa da parlamentar afirma que ela vem enfrentando forte abalo emocional desde o avanço das investigações.
O caso ganhou repercussão pública após imagens e registros da vereadora durante procedimentos judiciais e médicos circularem nas redes sociais e na imprensa local.
Desde então, a defesa tenta reverter parte das medidas impostas judicialmente, alegando agravamento do estado de saúde mental da parlamentar.