Capturado na Bolívia, Tuta enfrentará duas ordens de prisão no Brasil e é um dos principais alvos da Operação Sharks
Gabriela Thier Publicado em 16/10/2025, às 19h39
O governo federal, em cumprimento a uma determinação judicial, confirmou na última quarta-feira (15) a transferência de Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, para o sistema penitenciário do estado de São Paulo. O processo foi executado com rigorosa segurança, sob a coordenação da Secretaria Nacional de Políticas Penais e contou com a participação da Polícia Penal Federal, além do suporte logístico de um avião da Polícia Rodoviária Federal.
Após a chegada em São Paulo, Tuta foi encaminhado ao presídio de segurança máxima Presidente Venceslau II, localizado no interior do estado. Essa medida foi solicitada pelo Ministério Público de São Paulo e visa garantir a custódia segura de lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) antes que possam ser transferidos para o sistema penitenciário federal, dependendo da gravidade dos crimes cometidos.
A autorização para a transferência de Tuta foi emitida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) no início de agosto. Na ocasião, o juiz responsável pela decisão ordenou que o Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), junto com a Justiça Federal e a Polícia Federal, realizassem a coordenação conjunta da operação.
Tuta é considerado um dos principais líderes do PCC e sucedeu Marcola na chefia da organização criminosa. A expectativa é que ele permaneça na Penitenciária de Presidente Venceslau, uma das unidades mais seguras do estado.
O criminoso foi capturado em maio na cidade boliviana de Santa Cruz de La Sierra e, desde então, estava sob custódia da Polícia Federal no presídio federal de Brasília. Sua transferência para o estado natal era aguardada, dado que suas condenações se referem à legislação paulista.
No Brasil, Marcos Roberto de Almeida enfrenta duas ordens de prisão decorrentes de investigações realizadas pelo Ministério Público paulista. Ele se destacou como um dos principais alvos da Operação Sharks, deflagrada em 2020, que resultou em sua fuga do país e posterior inclusão na lista de foragidos da Interpol.
A transferência do líder do PCC para o presídio em Presidente Venceslau marca um novo capítulo na luta das autoridades brasileiras contra o crime organizado.