Rio de Janeiro

Tiroteio da PRF em Duque de Caxias deixa mulher gravemente ferida e pai baleado; investigação é aberta

PRF atinge mulher e pai em ação controversa; governo propõe novas regras para uso de força policial

Um tiroteio da PRF em Duque de Caxias deixou Juliana e seu pai feridos. - Imagem: Reprodução | X (Twitter)

Marina Milani Publicado em 25/12/2024, às 18h50

Um incidente alarmante ocorreu na BR-040, em Duque de Caxias, estado do Rio de Janeiro, onde uma ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou em ferimentos graves a uma mulher e seu pai. Juliana Leite Rangel, de 26 anos, foi atingida na cabeça, enquanto Alexandre da Silva Rangel, de 53 anos, sofreu um disparo na mão esquerda. Segundo informações de testemunhas presentes no local, os tiros teriam sido disparados a partir de uma viatura da PRF. Os policiais envolvidos confirmaram que dispararam armas, justificando que ouviram barulhos semelhantes a tiros e presumiram que a origem seria o veículo da família.

Como resposta imediata ao ocorrido, a PRF optou pelo afastamento preventivo dos agentes que participaram da operação. A Polícia Federal já iniciou uma investigação formal sobre o incidente, que inclui a apreensão das armas utilizadas e a realização de uma perícia detalhada no local do tiroteio. Juliana foi encaminhada para um hospital, onde seu estado de saúde é considerado gravíssimo; por sua vez, Alexandre recebeu alta após tratamento para um corte em sua mão.

Em um contexto mais amplo, o governo do presidente Lula anunciou recentemente um novo decreto que estabelece diretrizes mais rigorosas para o uso da força por parte das forças policiais. Entre as alterações significativas está a proibição do uso de armas de fogo em circunstâncias que não apresentem risco iminente à vida. Essa iniciativa é fruto de esforços do Ministério da Justiça e Segurança Pública e visa aprimorar a segurança e aumentar a responsabilidade nas ações policiais.

A situação se torna ainda mais preocupante quando se considera um trágico evento ocorrido em setembro do ano anterior, quando uma criança de apenas 3 anos perdeu a vida durante uma operação da PRF. Esse episódio levou à acusação formal de três agentes que agora enfrentam processos judiciais. A sucessão desses eventos acende discussões sobre a conduta policial e enfatiza a necessidade urgente de reformas no uso da força durante operações de segurança pública.

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