Audiência do caso Oruam

Testemunha é ouvida em processo que investiga Oruam por tentativa de homicídio contra policiais

Audiência ocorreu na Justiça do Rio; rapper segue foragido após ter prisão preventiva decretada

- Imagem: Reprodução/ oruam/Instagram

Letícia Sales Publicado em 18/06/2026, às 10h02

A Justiça do Rio de Janeiro realizou nesta terça-feira (16) mais uma etapa do processo que apura a suposta participação do rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, em uma tentativa de homicídio contra policiais civis durante uma operação realizada na capital fluminense.

A audiência de instrução e julgamento ocorreu na 3ª Vara Criminal da Capital e foi conduzida pela juíza Tula Côrrea de Mello. Além do artista, também respondem ao processo Victor Hugo Vieira dos Santos, Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira e Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais.

Testemunha apresentou versão dos fatos

Durante a audiência, foi ouvido Thallys Gabriel de Azevedo, apontado como alvo da operação policial que deu origem ao caso.

Em depoimento, ele afirmou que os agentes estavam à sua procura na residência de Oruam. Segundo a testemunha, os policiais não teriam se identificado nem apresentado mandado de busca e apreensão durante a abordagem.

Thallys também declarou que foi colocado dentro de uma viatura da Polícia Civil e afirmou não ter presenciado a suposta agressão com pedras citada na denúncia.

Réus permaneceram em silêncio

Após o depoimento da testemunha, as equipes de defesa informaram à Justiça que os réus exerceriam o direito constitucional de permanecer em silêncio durante a audiência.

Oruam não participou do ato processual. O rapper está com a prisão preventiva decretada e é considerado foragido pelas autoridades.

Entenda a acusação

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, o caso aconteceu em julho de 2025 durante uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) realizada na casa do artista, localizada no bairro do Joá, na Zona Oeste da capital.

Segundo a acusação, o delegado Moyses Santana e o então oficial de cartório da Polícia Civil Alexandre Ferraz cumpriam um mandado de busca e apreensão contra Thallys Gabriel, que na época era menor de idade e investigado por suposto envolvimento com o tráfico de drogas.

Durante a ação, os agentes teriam sido alvo de uma pedrada, fato que motivou a denúncia por tentativa de homicídio apresentada pelo Ministério Público.

Investigação segue em andamento

Ainda conforme os autos, Thallys conseguiu escapar da viatura durante a operação e se refugiou em uma área de mata próxima ao local, não sendo encontrado pelos policiais naquele momento.

O processo continua em tramitação na Justiça do Rio de Janeiro, que deverá analisar os depoimentos, provas e demais elementos reunidos durante a investigação antes de decidir sobre a responsabilidade dos acusados.

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