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Suspeita de Envolvimento de jogador do Flamengo em Manipulação de Apostas é investigada

Uma operação da PF com 12 mandados de busca e apreensão foi realizada

Uma operação da PF com 12 mandados de busca e apreensão foi realizada - Imagem: Reprodução / Gilvan de Souza / CRF

Gabriela Thier Publicado em 05/11/2024, às 18h53

A Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), realiza nesta terça-feira (5), uma operação que executa 12 mandados de busca e apreensão no âmbito de uma investigação sobre a manipulação de apostas em partidas de futebol. A operação, denominada Spot-fixing, tem entre seus alvos o jogador Bruno Henrique, do Flamengo.

A investigação teve início após uma comunicação oficial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e busca esclarecer se o atleta teria recebido intencionalmente um cartão amarelo, posteriormente convertido em vermelho, durante uma partida do Campeonato Brasileiro no ano anterior. A suspeita é que a ação visava beneficiar apostadores, possivelmente incluindo familiares do jogador.

Além do atleta, apostadores também estão sob o escrutínio da PF. Relatórios de entidades especializadas em integridade esportiva, como a International Betting Integrity Association (IBIA) e a Sportradar, indicam suspeitas de manipulação no mercado de cartões durante o jogo em questão.

Dados obtidos através das casas de apostas sugerem que as apostas foram realizadas por parentes do jogador e por outro grupo que permanece sob investigação. Os mandados expedidos pela Justiça do Distrito Federal estão sendo cumpridos em várias localidades, incluindo Rio de Janeiro (RJ) e diversas cidades em Minas Gerais, como Belo Horizonte, Vespasiano, Lagoa Santa e Ribeirão das Neves.

Até o momento, a assessoria de imprensa de Bruno Henrique optou por não comentar sobre o caso. O Clube de Regatas Flamengo informou estar ainda se inteirando dos detalhes relativos à investigação.

De acordo com a PF e o MPRJ, os atos investigados podem configurar um "crime contra a incerteza do resultado esportivo", conforme previsto na Lei Geral do Esporte, sujeitando os responsáveis a penas que variam entre dois a seis anos de reclusão.

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