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Segurança de Gusttavo Lima é preso suspeito de ligação com PCC

O policial civil foi preso na manhã de segunda-feira (23)

Segurança de Gusttavo Lima é preso suspeito de ligação com PCC - Imagem: Reprodução/Instagram

Manoela Cardozo Publicado em 24/12/2024, às 09h36

O policial civil Rogério de Almeida Felício, conhecido como "Rogerinho Punisher", entregou-se na manhã de segunda-feira (23) em uma delegacia de Santos, no litoral paulista. Ele era procurado pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público (MP) sob suspeita de corrupção e envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Além de suas funções na Polícia Civil de São Paulo, "Rogerinho" atuava como segurança particular do cantor sertanejo Gusttavo Lima. A assessoria do artista informou que o policial prestou serviços em alguns shows como integrante da equipe de segurança. Em nota, o escritório que gerencia a carreira de Gusttavo Lima declarou: "Tomamos conhecimento da operação na manhã de hoje (17/12) e esperamos que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos perante a autoridade policial que preside a investigação".

"Rogerinho" estava foragido desde a última terça-feira (17), quando a Justiça decretou sua prisão temporária e de outros policiais civis investigados por lavagem de dinheiro. Antes de sua rendição, já haviam sido detidos o delegado Fábio Baena e os investigadores Eduardo Lopes Monteiro ("Du"), Marcelo Roberto Ruggieri ("Xará"), Marcelo Marques de Souza ("Bombom"), Valmir Pinheiro ("Bolsonaro") e o agente policial Valdenir Paulo de Almeida ("Xixo").

As investigações apontam que os policiais são suspeitos de lavagem de dinheiro e de manterem vínculos com o PCC. O empresário Vinicius Gritzbach, antes de ser assassinado em novembro, delatou os agentes e membros da facção, acusando-os de exigir R$ 40 milhões de propina para não responsabilizá-lo pelos assassinatos de dois integrantes do PCC. Gritzbach era investigado por suspeita de ordenar as mortes de Anselmo Becheli Santa Fausta ("Cara Preta") e Antônio Corona Neto ("Sem Sangue") em 2021.

Com a prisão de "Rogerinho", ele será encaminhado pela Corregedoria da Polícia Civil a uma unidade prisional destinada a agentes. A Polícia Federal já foi informada sobre sua detenção.

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