ESTUPRO

Rede criminosa dopava mulheres e divulgava abusos na internet

Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (11) uma operação para desarticular rede criminosa; investigação revelou que os suspeitos discutiam o uso de medicamentos sedativos antes de praticar e filmar os abusos

Até o momento, três pessoas foram presas - Imagem: Reprodução / Freepik

William Oliveira Publicado em 11/02/2026, às 13h16 - Atualizado às 13h53

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (11), uma operação nacional contra uma organização criminosa suspeita de produzir e disseminar vídeos de violência sexual na internet. A ação mira um grupo que atuaria na gravação e compartilhamento de abusos cometidos contra mulheres sedadas com medicamentos.

De acordo com as investigações, brasileiros integrariam uma rede transnacional voltada à troca de conteúdos de estupro, com conexões em mais de 20 países. A apuração teve início em 2025, após informações obtidas por meio de cooperação internacional com a Europol.

Segundo a PF, os suspeitos dopavam as vítimas, cometiam os abusos sexuais e registravam os crimes em vídeo. O material era posteriormente divulgado em sites e plataformas digitais. Em alguns casos, há indícios de que os próprios companheiros das vítimas teriam participado dos crimes.

Operação da PF contra crimes de abuso sexual - Imagem: Divulgação / Polícia Federal

 

Durante o cumprimento das ordens judiciais, três pessoas foram presas nos estados de São Paulo, Bahia e Ceará. Ao todo, também foram executados sete mandados de busca e apreensão em endereços localizados em São Paulo, Bahia, Ceará, Pará e Santa Catarina.

Os agentes apreenderam computadores, celulares, dispositivos de armazenamento de dados e outros equipamentos eletrônicos que podem conter provas das atividades criminosas.

Mensagens trocadas entre os investigados revelaram discussões detalhadas sobre o uso de medicamentos com propriedades sedativas, incluindo marcas comerciais e possíveis efeitos colaterais, o que, segundo os investigadores, indica planejamento e premeditação.

A Polícia Federal também identificou elementos que apontam misoginia e objetificação das vítimas, o que reforça a gravidade do caso.

Os investigados poderão responder por estupro de vulnerável e divulgação de cena de estupro, além de outros crimes que possam ser identificados ao longo da investigação.

Abuso sexual Polícia Federal OPERAÇÃO Violência contra mulher estupro de vulnerável Prisões Misoginia cooperação internacional crimes digitais mandados de busca Europol Rede criminosa vídeos de abuso investigação internacional mulheres sedadas

Leia também