A decisão da juíza Ane Cristine visa assegurar a ordem pública e a aplicação da lei penal diante das evidências apresentadas
Gabriela Thier Publicado em 22/07/2025, às 19h26
Na manhã desta terça-feira (22), o Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro emitiu um mandado de prisão preventiva contra o rapper Oruam. O artista foi indiciado por diversos crimes, após a Polícia Civil relatar que ele teria impedido a apreensão de um menor suspeito de envolvimento com tráfico de drogas e roubo na noite anterior (21).
Durante a tarde, Oruam se manifestou em suas redes sociais, informando que pretendia se entregar às autoridades. No entanto, sua conta no Instagram tornou-se indisponível logo após essa declaração.
Após os incidentes, Oruam supostamente buscou abrigo no Complexo da Penha e publicou um vídeo desafiando a polícia: "Aí! Eu quero ver você vir aqui, pô! Me pegar aqui dentro do complexo! Não vai me pegar, sabe por causa de quê? Que vocês peida!".
A decisão pela prisão preventiva foi tomada pela juíza Ane Cristine Scheele Santos. O rapper enfrentará acusações que incluem tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal.
O secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Felipe Curi, declarou que Oruam e seus acompanhantes atacaram os agentes da lei durante uma tentativa de cumprimento de um mandado de busca e apreensão relacionado ao menor infrator mencionado.
Curi não hesitou em classificar Oruam como "marginal", afirmando que ele é um criminoso associado ao tráfico. "Oruam é um bandido da pior espécie", afirmou durante uma entrevista ao programa Bom Dia Rio.
De acordo com o delegado, o indiciamento ocorreu na residência do rapper, localizada no Joá, na Zona Oeste do Rio. Ele enfatizou que havia dúvidas sobre a verdadeira natureza do artista antes deste episódio, mas agora ficou claro que ele tem ligações com organizações criminosas, citando especificamente o Comando Vermelho e o envolvimento de seu pai na facção.
A juíza Ane Cristine justificou a necessidade da prisão preventiva ao afirmar que as circunstâncias exigem tal medida para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal. "Os requisitos se fazem presentes, de acordo com os elementos probatórios", explicou.
Por sua vez, a defesa de Oruam informou que ainda não teve acesso ao inquérito policial e optou por não se pronunciar neste momento.