Caso Master

Preso na Papudinha, Vorcaro ganha cela ampla e acesso à TV após deixar custódia da PF

Dono do Banco Master passou a primeira noite no presídio do 19º BPM, em Brasília. Transferência ocorreu após fracasso nas negociações de delação premiada e decisão do ministro André Mendonça.

Daniel Vorcaro deixou a custódia da Polícia Federal e passou a cumprir prisão na Papudinha, onde terá acesso à televisão e ficará isolado de outros investigados da Operação Compliance Zero. - Imagem: Divulgação / Banco Master

Redação Publicado em 26/06/2026, às 11h36

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banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master e um dos principais alvos da Operação Compliance Zero, iniciou uma nova etapa de sua prisão preventiva ao ser transferido para o presídio do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. No local, o empresário passou a ter acesso à televisão aberta e está alojado em uma estrutura considerada mais confortável do que a sala onde permanecia custodiado na Superintendência da Polícia Federal.

A transferência foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, após a Polícia Federal recomendar a saída de Vorcaro das dependências da corporação. A mudança ocorreu depois que duas tentativas de acordo de colaboração premiada apresentadas pelo banqueiro foram rejeitadas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

As instalações da Papudinha são conhecidas por oferecerem celas maiores, algumas com até 65 metros quadrados, podendo incluir ambientes separados para dormitório, cozinha, banheiro, lavanderia e até área externa privativa.

Durante o período em que esteve sob custódia na Superintendência da Polícia Federal, Vorcaro solicitou por duas vezes autorização para ter acesso a uma televisão, mas os pedidos foram negados pelas autoridades.

A decisão sobre o destino do banqueiro dividiu investigadores. Enquanto uma ala defendia sua transferência para o Complexo Penitenciário da Papuda, outro grupo entendia que a Papudinha seria o local mais adequado.

No mesmo presídio está detido o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, também investigado no âmbito da Operação Compliance Zero. Segundo as investigações, Costa teria recebido R$ 146 milhões em propinas para favorecer interesses do Banco Master em operações realizadas junto ao BRB.

Diante da possibilidade de contato entre os dois investigados, André Mendonça determinou que Vorcaro e Paulo Henrique permaneçam absolutamente incomunicáveis.

Na decisão, o ministro ressaltou que a medida é necessária para preservar a integridade das investigações e impedir qualquer interferência na apuração do suposto esquema bilionário envolvendo o Banco Master.

As investigações seguem em andamento e buscam esclarecer a extensão das irregularidades financeiras atribuídas ao grupo.

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