Após três dias de julgamento, o policial militar Henrique Velozo foi absolvido da acusação de homicídio do lutador Leandro Lo em São Paulo
Redação Publicado em 15/11/2025, às 09h52
A tese da defesa de “legítima defesa” foi aceita pelo júri popular. O policial militar Henrique Velozo foi absolvido, na noite desta sexta-feira (14), da acusação de ter matado o multicampeão de jiu-jitsu Leandro Lo, em agosto de 2022. O julgamento, que durou três dias em São Paulo, terminou com a decisão de que o PM agiu para se defender.
Leandro Lo, considerado um dos principais nomes da história do jiu-jitsu mundial, foi morto com um único tiro na cabeça durante um evento em uma casa de shows na capital paulista, após um desentendimento com o policial. Velozo estava preso preventivamente desde a época do crime, no Presídio Militar Romão Gomes.
A situação do policial na corporação também foi alvo de uma longa batalha judicial. Em outubro, o governador Tarcísio de Freitas havia publicado um decreto demitindo Henrique Velozo da Polícia Militar. A defesa do PM, no entanto, agiu rápido e conseguiu derrubar a decisão.
Briga na Justiça pela farda
Na ocasião, um desembargador do Tribunal de Justiça, chamado Ricardo Dip, concedeu uma liminar (uma decisão provisória) que suspendeu o ato do governador. Essa decisão garantiu que Velozo fosse reintegrado à corporação e voltasse a receber seu salário, determinando que ele não poderia ser expulso antes de uma decisão definitiva da Justiça, sem mais possibilidade de recursos.
Para o advogado de Velozo, Claudio Dalledone, essa demissão antes do julgamento era uma “punição antecipada e sem respaldo legal”, afirmando que “ninguém pode ser punido antes do julgamento”.
Apesar de ter o cargo e o salário restabelecido pela liminar de outubro, o tenente Velozo continuou detido no presídio militar, aguardando o júri popular. Com a decisão dos jurados desta sexta-feira, que o consideraram inocente da acusação de homicídio, a situação do policial agora muda completamente. O advogado confirmou por telefone que a tese de legítima defesa foi a chave para a absolvição.