Golpe do falso advogado

Polícia prende suspeitos de aplicar golpe do “falso advogado” em São Paulo

Criminosos usavam dados de processos judiciais para enganar vítimas e cobrar taxas falsas via Pix

A operação contou com apoio do Tribunal de Justiça de SP e os suspeitos devem responder por estelionato qualificado de natureza cibernética - Imagem: Divulgação/PCSP

Letícia Sales Publicado em 24/03/2026, às 13h34

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta terça-feira (24), quatro pessoas suspeitas de integrar um esquema conhecido como golpe do “falso advogado”. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão no estado e faz parte de uma ação mais ampla liderada pela polícia de Santa Catarina.

Segundo as investigações, os criminosos se passavam por advogados das vítimas para informar a liberação de precatórios, valores devidos pelo poder público após decisão judicial. Na sequência, solicitavam o pagamento de supostas taxas para a liberação do dinheiro, geralmente por meio de transferências via Pix.

Para dar credibilidade ao golpe, os suspeitos acessavam dados reais de processos judiciais, disponíveis em sistemas públicos. De acordo com a polícia, eles conseguiam invadir contas de advogados legítimos e utilizavam essas informações para abordar as vítimas de forma convincente.

Além disso, os golpistas clonavam fotos de profissionais do direito em redes sociais e entravam em contato direto com os clientes, simulando atendimentos oficiais. Em alguns casos, o crime envolvia a transferência do dinheiro para contas em outros estados, dificultando o rastreamento.

A operação contou com o apoio do Núcleo de Inteligência do Tribunal de Justiça de São Paulo. Os investigados devem responder por estelionato qualificado de natureza cibernética.

Diante do aumento desse tipo de fraude, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) alerta que a principal forma de prevenção é a verificação das informações. A orientação é desconfiar de contatos inesperados e sempre confirmar qualquer solicitação diretamente com o advogado por canais oficiais ou presencialmente.

A entidade também reforça que não se deve compartilhar dados pessoais, senhas ou informações bancárias com desconhecidos, nem acessar links enviados por mensagens suspeitas.

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