PM que matou marceneiro na Zona Sul de SP é preso

Prisão acontece após imagens de câmeras contradizerem a versão do policial sobre a morte de Guilherme Ferreira, atingido por um tiro na cabeça

Guilherme Ferreira faleceu após ser atingido por disparo em Paraisópolis - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Lívia Gennari Publicado em 16/08/2025, às 23h30

O policial militar Fábio Anderson Pereira de Almeida, que se tornou réu na última sexta-feira (15), pelo assassinato do jovem Guilherme Dias Santos Ferreira, foi foi preso neste sábado (16) em sua residência e levado ao Presídio da Polícia Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo. A confirmação da prisão foi feita pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

De acordo com o DHPP, a prisão só foi possível após análise das imagens de câmeras de segurança próximas ao local do crime, que contradiziam a versão apresentada pelo policial no dia do incidente. A Justiça de São Paulo já havia aceitado a denúncia do Ministério Público e decretado a prisão preventiva do PM, que responderá por homicídio qualificado e tentativa de homicídio.

Na decisão que determinou a prisão preventiva, a juíza Paula Marie Konno classificou a conduta do policial como “inaceitável” e ressaltou que ele colocou em risco a vida de outras pessoas na via pública. A magistrada ainda destacou que o episódio gerou “clamor público” e exigia uma resposta rápida das autoridades.

O crime aconteceu em julho, em Paraisópolis, na Zona Sul da capital. Guilherme Ferreira, de 26 anos, trabalhava em uma fábrica de camas e baús e, segundo testemunhas, havia acabado de bater o ponto e se preparava para ir embora. Sete minutos depois, enquanto corria em direção ao ponto de ônibus próximo, foi atingido por um disparo na cabeça, e acabou morrendo no local.

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