Investigação ficará sob a responsabilidade da Divisão de Enfrentamento ao Terrorismo, pertencente à Diretoria de Inteligência da PF
William Oliveira Publicado em 14/11/2024, às 10h49
A Polícia Federal (PF) tomou a decisão de tratar como ato de terrorismo as explosões que ocorreram nas proximidades do edifício do Supremo Tribunal Federal (STF) e do anexo da Câmara dos Deputados, na noite da última quarta-feira (13). A confirmação veio do próprio diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, na manhã desta quinta-feira (14). A investigação ficará sob a responsabilidade da Divisão de Enfrentamento ao Terrorismo, pertencente à Diretoria de Inteligência da PF.
Os trabalhos periciais tiveram início com a colaboração entre policiais federais e civis do Distrito Federal. A análise focou no corpo de Francisco Wanderley Luiz, um homem de 59 anos, identificado como responsável pelas explosões ocorridas na área da Praça dos Três Poderes. O exame só pôde ser iniciado nesta manhã, após a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) neutralizar quatro objetos suspeitos próximos ao corpo do indivíduo, que poderiam ser dispositivos explosivos, representando uma ameaça à segurança dos peritos.
Dentre os itens desativados, três estavam fixados ao cinto de Francisco. O quarto item era um extintor posicionado a alguns metros do local da detonação, aparentemente modificado para explodir. O pino detonador desse extintor foi encontrado na mochila do homem-bomba.