CASO VORCARO

PF aponta que Vorcaro teria bancado roupas, viagens e jantares de Ciro Nogueira em NY e na França

Relatório da Polícia Federal detalha pagamentos pessoais em restaurantes, hotéis de luxo e despesas internacionais; corporação vê relação com possível convergência de interesses

Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro são citados em relatório da Polícia Federal que detalha supostos pagamentos de viagens, jantares e hospedagens de luxo durante encontros no exterio - Imagem: Reprodução / Policia Federal

Redação Publicado em 16/06/2026, às 14h01

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Um relatório da Polícia Federal (PF) detalha novos elementos sobre a relação entre o senador Ciro Nogueira (PP) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo o documento, revelado nesta terça-feira (16/6), o empresário teria arcado com despesas pessoais do parlamentar em viagens internacionais, incluindo estadias em Nova York, nos Estados Unidos, e na França.

De acordo com a PF, os pagamentos incluiriam jantares em restaurantes de alto padrão, hospedagens em hotéis de luxo e até aquisição de roupas que teriam sido utilizadas pelo senador em compromissos no exterior. A corporação afirma que os elementos encontrados apontam para uma relação que ultrapassa a esfera de amizade e estaria inserida em um contexto de interesses “funcionais e instrumentais”.

O relatório descreve que as vantagens concedidas por Vorcaro fariam parte de um suposto “pacote completo de mimos”, que incluiria desde voos em jatos privados até despesas cotidianas de viagens internacionais. Em troca, segundo a investigação, haveria expectativa de favorecimento político por parte do senador.

Entre os episódios citados, a PF destaca diálogos interceptados em 2024 envolvendo o restaurante Gigi, na França. Em uma das conversas, o responsável pelo estabelecimento teria se colocado à disposição para organizar a recepção de um “convidado especial”. Na sequência, Vorcaro teria confirmado a presença e indicado: “Diga a ele que o principal convidado se chama Ciro”.

Ainda segundo o relatório, a conta no restaurante teria alcançado US$ 1.981,12, o equivalente a cerca de R$ 10 mil. Em outro episódio, o banqueiro teria custeado uma suíte Royal no hotel Park Hyatt New York, cuja diária total chegou a US$ 47.779,80 (aproximadamente R$ 242,5 mil), durante a estadia do senador nos Estados Unidos.

A Polícia Federal sustenta que os elementos reunidos reforçam a hipótese de uma relação estruturada a partir de interesses convergentes, com circulação de benefícios privados em contexto de atuação política.

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