Segundo os pais da vítima, ao buscarem a filha na escola, a instituição informou que ela estava se queixando de dor ao urinar e relatava ardência vaginal
William Oliveira Publicado em 30/10/2024, às 10h35
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) iniciou uma investigação para elucidar um possível caso de estupro de vulnerável, envolvendo uma criança de apenas 4 anos. O incidente teria ocorrido nas dependências da escola bilíngue Avidus School, localizada na região Sudoeste, no dia 3 de outubro. O objetivo das autoridades é determinar a materialidade, autoria e circunstâncias do suposto abuso sexual.
De acordo com exames realizados, a vítima apresentou uma laceração de aproximadamente 7 milímetros na entrada da vagina, com sinais de sangramento recente. O laudo sugere que o ferimento pode ter sido causado por manipulação genital, associada a intenções lascivas por parte do agressor.
Os pais da criança relataram que, ao buscarem a filha na escola, foram informados pela instituição de que ela estava se queixando de dor ao urinar e relatava ardência vaginal. Em casa, ao examinar a filha, os pais notaram inchaço e vestígios de sangue na região genital. A família afirma que a menina estava sem lesões antes de ir à escola naquele dia.
Diante da situação, os responsáveis conduziram a criança a um hospital, onde enfermeiras avaliaram seu estado e iniciaram o protocolo padrão para casos suspeitos de abuso sexual. Um boletim de ocorrência foi registrado em seguida.
Embora exista uma sugestão de que outra criança da mesma turma possa ter causado os ferimentos, os pais desconfiam do envolvimento de algum funcionário da escola. No entanto, a PCDF ainda não identificou nenhum suspeito até o momento.
"O único momento que a minha filha fica sem supervisão é quando ela está dentro da escola, porque a gente tinha a escola como um lugar seguro. Um lugar seguro para ela estar. Quando eu paro para pensar o que aconteceu com a minha filha, é um misto de sentimentos", afirmou a mãe da vítima.
Ela também descreveu o impacto emocional do episódio: "A gente está à base de calmante. Meu marido já perdeu mais de cinco quilos. Eu já perdi uns três. Eu não durmo mais. Tomo calmante para eu ficar calma durante o dia, para a minha cabeça parar de ficar pensando. E ainda temos que nos manter firmes, fingir que nada está acontecendo para não transpassar para minha filha, para ela não perceber isso", lamentou.
O que diz a instituição?
"A Escola Avidus tomou conhecimento do inquérito policial instaurado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e está colaborando plenamente com as autoridades, prestando todos os esclarecimentos necessários para que os fatos sejam devidamente apurados.
Por se tratar de um inquérito em fase inicial, sem qualquer conclusão até o momento, e por envolver uma criança menor de idade, a Escola Avidus se compromete a seguir rigorosamente o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que assegura o direito à privacidade e à proteção da imagem e da dignidade de crianças e adolescentes. Conforme o Artigo 17 do ECA, o direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem e da identidade.
Além disso, o processo corre em segredo de justiça, o que reforça a necessidade de mantermos o devido sigilo, respeitando as normas legais e éticas que protegem as partes envolvidas e garantindo que o andamento das investigações ocorra de forma justa e sem interferências externas.
A Escola Avidus segue colaborando com as autoridades e reafirma seu compromisso com a segurança e o bem-estar de todos os seus alunos, confiando que a investigação esclarecerá os fatos com responsabilidade".