Polícia Militar

Operação Policial que deixou criança e adolescente mortos não teve uso de câmeras corporais

A defesa afirmou que o batalhão ainda não havia recebido o equipamento

Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos de idade foi atingido fatalmente por uma bala perdida - Imagem: Reprodução / Redes Sociais

Gabriela Thier Publicado em 06/11/2024, às 19h12

Em um trágico incidente ocorrido na noite de terça-feira (5), no Morro do São Bento, em Santos, litoral do estado de São Paulo, uma operação policial resultou na morte de um menino de quatro anos e de um adolescente de 17 anos. O evento também deixou outro jovem ferido. Conforme relatado no boletim de ocorrência registrado na Central de Polícia Judiciária da cidade, os policiais militares envolvidos na operação não estavam equipados com câmeras corporais, dispositivos que registram as ações dos agentes durante suas atividades.

Oito policiais participaram da ação, e a ausência das câmeras foi confirmada pelo coronel Emerson Massera, porta-voz da Polícia Militar. Ele esclareceu que o 6º Batalhão de Santos, ao qual pertencem os agentes envolvidos, ainda não recebeu esses equipamentos. Na região da Baixada Santista, apenas o 21º Batalhão, localizado no Guarujá, e o Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) estão atualmente equipados com câmeras.

De acordo com informações fornecidas pela Secretaria da Segurança Pública, a operação foi desencadeada durante uma patrulha em uma área conhecida por atividades relacionadas ao tráfico de drogas. Durante essa patrulha, os policiais teriam sido atacados por um grupo estimado em cerca de dez criminosos, desencadeando um tiroteio. Foi nesse contexto que Ryan da Silva Andrade Santos, vitimado por uma bala perdida, acabou sendo atingido fatalmente.

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