Lucélia Maria da Conceição, de 58 anos, estava detida desde 23 de agosto, acusada de envenenar os irmãos Ulisses Gabriel da Silva, de 8 anos, e João Miguel da Silva, de 7 anos, com cajus
William Oliveira Publicado em 14/01/2025, às 09h54
Na última segunda-feira (13), Lucélia Maria da Conceição, de 58 anos, foi liberada após a conclusão de um laudo pericial que descartou a presença de veneno nos cajus que ela teria oferecido a duas crianças, que morreram em Parnaíba, Piauí. A liberação ocorreu às 19h, momento em que Lucélia deixou a Penitenciária Feminina com um semblante sorridente, acenando para os jornalistas presentes.
"Eu estava dizendo a verdade, mas ninguém acreditava. Só a minha família e o advogado", declarou Lucélia ao se dirigir à imprensa logo após sua saída do presídio.
Ela mencionou que seu próximo destino seria a casa de seus familiares, que foi alvo da fúria dos vizinhos, que a incendiaram após as alegações de que ela havia envenenado os cajus. Lucélia estava detida há cinco meses, após ser presa em flagrante no dia 23 de agosto, com sua prisão posteriormente convertida em preventiva.
O laudo da Polícia Científica do Piauí confirmou que os irmãos Ulisses Gabriel da Silva, de 8 anos, e João Miguel da Silva, de 7 anos, não foram vítimas de envenenamento por cajus. As crianças faleceram em agosto de 2023, cinco meses antes da morte de outros quatro membros da mesma família, incluindo a mãe delas, todos intoxicados pelo mesmo pesticida.
O caso gerou um grande alvoroço, já que o envenenamento de Ulisses e João Miguel antecedeu a morte de sua mãe, Francisca Maria da Silva, junto com dois irmãos e um tio, também por intoxicação com o pesticida terbufós em Parnaíba. O padrasto de Francisca, Francisco de Assis Pereira da Costa, foi detido na última quarta-feira (8) e é considerado o principal suspeito dos casos de envenenamento.