Saúde e Justiça

MPF processa médicos e Grupo Samel por estudo com medicamento na pandemia

Investigação aponta falhas em pesquisa clínica e pede reparação por danos a pacientes e familiares

- Imagem: Reprodução/Grupo Samel

Redação Publicado em 29/04/2026, às 16h12

O Ministério Público Federal ingressou com uma ação civil pública para apurar responsabilidades relacionadas à condução de um estudo clínico com a substância proxalutamida durante a pandemia de covid-19 no Amazonas. A ação envolve a Grupo Samel, profissionais de saúde e a União, com pedido de indenização que chega a R$ 85 milhões.

Segundo o órgão, o ensaio teria sido realizado com inconsistências em relação às normas éticas e regulatórias. A investigação também aponta que a pesquisa pode ter contribuído para um número elevado de mortes entre os participantes.

De acordo com a ação, o estudo extrapolou os limites inicialmente autorizados por instâncias de controle, incluindo pacientes em estado grave e ampliando o número de voluntários sem as devidas autorizações. Há ainda questionamentos sobre o processo de consentimento e a comunicação de efeitos adversos.

O MPF solicita medidas de reparação às vítimas, além da criação de protocolos mais rígidos para pesquisas em situações de emergência sanitária. Também pede a adoção de programas de acompanhamento para pessoas afetadas direta ou indiretamente pelo estudo.

Grupo samel

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