INVESTIGAÇÃO

Morte da 'Barbie Humana' em São Paulo completa uma semana e segue cercada de mistério

Influenciadora foi encontrada morta em casa de defensor público; polícia aguarda laudos do IML

Conhecida como “Barbie Humana”, Bárbara tinha 31 anos e era influenciadora - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Lívia Gennari Publicado em 09/11/2025, às 15h00

A Polícia Civil de São Paulo apura as circunstâncias que cercam a morte da influenciadora digital Bárbara Jankavski Marquez, de 31 anos, conhecida nas redes sociais como “Barbie humana”. O caso completa uma semana neste domingo (9), e segue sob investigação no 7º Distrito Policial (Lapa), na Zona Oeste da capital.

Bárbara foi encontrada morta na noite de 2 de novembro, dentro da residência de um defensor público, de 51 anos. Segundo o boletim de ocorrência, ela estava apenas de calcinha, com marcas nas costas e um ferimento no olho esquerdo. O corpo foi localizado após o homem acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou o óbito às 21h07.

Em depoimento à polícia, o defensor afirmou ter contratado "serviços sexuais", da influenciadora. Ele disse que os dois consumiram substâncias ilícitas e que, em seguida, Bárbara passou a tossir repetidamente antes de adormecer ao seu lado enquanto assistiam à televisão. Ao perceber que ela não se movia mais, ele teria tentado reanimação cardiopulmonar (RCP) por cerca de nove minutos, até a chegada do socorro.

Uma amiga do defensor também prestou depoimento. Ela contou ter estado no imóvel mais cedo e presenciado o momento em que Bárbara teria escorregado e caído, batendo o rosto, o que explicaria a lesão no olho. A mulher afirmou, contudo, que já havia deixado o local antes da morte.

Os investigadores trabalham com três hipóteses principais: morte natural (como uma parada cardíaca), acidental (por queda ou uso de drogas) ou criminosa (em caso de agressão ou omissão). Para esclarecer o que aconteceu, a polícia aguarda os laudos necroscópico e toxicológico do Instituto Médico Legal (IML), que devem indicar a causa e a dinâmica do óbito.

Caso o exame confirme uma causa natural, o inquérito pode ser arquivado. Se o laudo apontar acidente, overdose ou queda, a investigação buscará entender se houve participação de terceiros. E, se ficar comprovado que Bárbara foi vítima de violência física, o caso será tratado como homicídio. O corpo da influenciadora foi liberado após a perícia e o caso segue sob investigação.

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