Funkeiro é investigado por disparos de arma de fogo e menção a facção criminosa durante apresentação em baile no Morro São Bento.
Redação Publicado em 16/03/2026, às 10h31
A Polícia Civil prendeu em São Paulo o cantor de funk Elias Quaresma Teodoro, de 39 anos, conhecido como MC Urubuzinho, suspeito de envolvimento em disparos de arma de fogo e menção a uma facção criminosa durante um pancadão de Carnaval realizado em Santos, no litoral paulista.
A prisão ocorreu no domingo (15) em um apartamento no bairro do Belenzinho, na Zona Leste da capital paulista. O mandado de prisão preventiva foi cumprido por agentes da Polícia Civil, segundo informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP).
O caso é investigado após a circulação de vídeos nas redes sociais que mostram o artista se apresentando em um evento conhecido como “Baile da Colômbia”, realizado no Morro do São Bento, durante o período de Carnaval.
Nas imagens, um homem aparece disparando tiros para o alto enquanto o MC se apresenta no palco, em meio ao público. Os vídeos também mostram referências a uma facção criminosa do Rio de Janeiro, o Terceiro Comando Puro (TCP).
Durante a apresentação, o cantor também teria feito menção a Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, apontado como líder da organização criminosa.
A repercussão das imagens levou à abertura de um inquérito conduzido pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Santos, com apoio da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise).
Após a prisão na capital, MC Urubuzinho foi levado para Santos, onde foi encaminhado ao 5º Distrito Policial da cidade. Ele permanece à disposição da Justiça e deve passar por audiência de custódia.
As investigações já haviam resultado na prisão de outro suspeito envolvido nos disparos. Renato Olímpio Paula, de 41 anos, conhecido como “Oval”, foi detido em 25 de fevereiro após ser identificado nas imagens divulgadas nas redes sociais.
Segundo a Polícia Civil, ele possui antecedentes por receptação, furto, roubo e tráfico de drogas.
Durante a abordagem policial, o homem chegou a quebrar o próprio telefone celular, que foi apreendido para perícia.
A investigação segue em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no evento e esclarecer a dinâmica dos disparos registrados durante o baile.
Até a última atualização do caso, a defesa de MC Urubuzinho não havia se manifestado publicamente.
Um vídeo com trechos do pancadão investigado será publicado no Instagram do Diário de SP.