Advogada vira ré por injúria racial após episódio registrado em vídeo e denunciado pelo Ministério Público
Lívia Gennari Publicado em 05/02/2026, às 17h50
A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva da advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, acusada de praticar injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul da cidade. A decisão, tomada pela 37ª Vara Criminal, também tornou a estrangeira ré no processo, que segue sob sigilo.
O episódio ocorreu em 14 de janeiro e ganhou repercussão nacional depois que um vídeo gravado por frequentadores foi publicado nas redes sociais. Nas imagens, a advogada aparece discutindo com funcionários e, segundo o Ministério Público, dirige-se a um deles com termos depreciativos relacionados à cor da pele. Ao deixar o estabelecimento, ainda conforme a denúncia, ela teria utilizado uma expressão racista em espanhol e feito gestos que imitariam um macaco.
A divulgação do vídeo motivou a abertura de investigação pela Polícia Civil. Em depoimento, Agostina negou ter cometido ofensas de caráter racial, mas os promotores afirmam que há indícios suficientes de que ela agiu com a intenção de humilhar os trabalhadores.
Na decisão que autorizou a prisão preventiva, a juíza responsável destacou dois fatores: o risco de fuga, por se tratar de uma cidadã estrangeira sem vínculos permanentes no país, e a repetição das ofensas, apontada pelo MP como sinal de que a advogada teria insistido no comportamento mesmo após ser informada de que poderia estar cometendo crime.
Com a aceitação da denúncia, a defesa será intimada a apresentar a resposta formal, e o caso seguirá para as próximas etapas do processo criminal.