Justiça e consumo

Justiça condena Wepink, de Virginia Fonseca, a indenizar cliente por atraso de um ano

Tribunal de Justiça de Sergipe determina pagamento por danos morais após consumidora esperar um ano para receber reembolso de compra não entregue

Justiça de Sergipe condena empresa Wepink a indenizar cliente após atraso de um ano em reembolso - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 25/03/2026, às 23h00

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O Tribunal de Justiça de Sergipe condenou a empresa de cosméticos Wepink, ligada à influenciadora Virginia Fonseca, a indenizar uma cliente em R$ 2 mil por danos morais após atraso de cerca de um ano na devolução de valores referentes a uma compra não entregue.

O caso teve início em setembro de 2024, quando a consumidora, moradora do município de Poço Redondo (SE), adquiriu diversos produtos por meio do site oficial da marca. Segundo os autos, os itens não foram entregues dentro do prazo previsto, o que levou a cliente a entrar em contato com a empresa para solicitar o reembolso.

Apesar das tentativas de resolução, o valor pago só foi devolvido em setembro de 2025, aproximadamente um ano após a compra. Diante da demora, a consumidora decidiu acionar a Justiça antes mesmo de receber o estorno.

A decisão foi proferida na última quinta-feira (19) pelo juiz Altamiro Pacheco da Silva Junior, que entendeu que houve falha na prestação de serviço e que a situação ultrapassou o mero aborrecimento cotidiano, configurando dano moral.

Na sentença, o magistrado destacou que a demora excessiva e a necessidade de recorrer ao Judiciário geraram desgaste emocional à cliente. Segundo ele, a experiência enfrentada pela consumidora envolveu preocupação, ansiedade e perda de tempo, fatores que justificam a indenização.

Entendimento da Justiça

Na decisão, o juiz afirmou que não é razoável que o consumidor tenha que enfrentar um longo processo para resolver um problema que poderia ter sido solucionado administrativamente pela empresa.

O magistrado ressaltou que situações como essa geram impactos diretos no bem-estar do consumidor, destacando que a sobrecarga emocional causada por problemas de consumo deve ser considerada pelo Judiciário.

Relação de consumo e responsabilidade

Especialistas em direito do consumidor apontam que casos de não entrega de produtos e demora no reembolso são enquadrados como falha na prestação de serviço, conforme o Código de Defesa do Consumidor.

Entre os principais pontos que fundamentam decisões desse tipo estão:

A demora no estorno, especialmente quando ultrapassa prazos razoáveis, costuma ser interpretada pela Justiça como fator agravante.

Impacto para empresas digitais

O caso reforça a responsabilidade de empresas que atuam no comércio eletrônico, especialmente aquelas associadas a influenciadores digitais e grande volume de vendas.

Com o crescimento do e-commerce, aumentam também as demandas judiciais relacionadas a atrasos, não entrega e falhas no atendimento ao consumidor.

A decisão pode servir como precedente para situações semelhantes, sinalizando que atrasos prolongados e má gestão de pedidos podem resultar em condenações por danos morais.

Decisão e efeitos

A empresa foi condenada ao pagamento de R$ 2 mil à consumidora, valor considerado pelo juiz como proporcional ao dano causado.

Até o momento, não há informações sobre eventual recurso por parte da empresa.

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