Sobreviveu ao ataque

Jovem esfaqueada após recusar relacionamento cobra justiça antes de audiência no RJ

Alana Anísio, de 20 anos, sofreu 15 facadas dentro de casa e mobiliza ato contra tentativa de feminicídio

Com apoio nas redes sociais, Alana Anísio busca visibilidade para a violência contra mulheres e responsabilização dos agressores - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Letícia Sales Publicado em 06/04/2026, às 10h35

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A jovem Alana Anísio, de 20 anos, vítima de uma tentativa de feminicídio em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, voltou a público para cobrar justiça às vésperas da primeira audiência do caso, marcada para o dia 15 de abril, às 14h, no Fórum Regional de Alcântara.

Alana foi esfaqueada 15 vezes dentro de casa no dia 6 de fevereiro, após recusar um relacionamento com o agressor, que está preso. O caso gerou indignação e reacendeu o debate sobre a violência contra a mulher, especialmente em situações em que o “não” feminino é desrespeitado.

Pelas redes sociais, a jovem convocou um ato por justiça e compartilhou reflexões sobre a realidade enfrentada por mulheres vítimas de violência.

Como a maioria das vítimas de violência, a gente precisa abrir mão da nossa privacidade e do nosso momento após sofrer algo tão brutal para cobrar justiça, escreveu na rede social Instagram[...] "Relembro a todas que nós mulheres não estamos seguras na rua, nem no trabalho, na academia e nem na nossa própria casa, lugar onde a gente deveria estar segura", completou.

Para Alana, o caso precisa de uma resposta firme da Justiça.

"O que aconteceu comigo não pode ficar impune e ele tem que receber a pena mais dura possível."

"A sociedade não pode tolerar que mulheres sejam caladas e que o nosso 'não' não seja aceito", escreveu ainda a jovem.

Após o ataque, Alana permaneceu internada por quase um mês na Clínica São Gonçalo, onde passou por diversas cirurgias. Ela recebeu alta no dia 4 de março e segue em recuperação em casa.

O caso será analisado pela Justiça nas próximas semanas, enquanto a mobilização nas redes e nas ruas busca dar visibilidade à violência de gênero e pressionar por responsabilização do agressor.

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