Influenciadores são presos em operação da PF que apura lavagem de dinheiro ligada a MC Ryan SP

Chrys Dias e Débora Paixão foram detidos no interior paulista; investigação aponta uso de rifas digitais para movimentar recursos do esquema

Rotina de luxo e vida familiar é exibida nas redes sociais do casal - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 15/04/2026, às 14h16

A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (15), os influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão durante a operação Narco Fluxo, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro em diversos estados.

O casal foi localizado em uma propriedade de luxo no interior de São Paulo e é apontado como participante relevante na movimentação financeira do grupo. A decisão judicial que autorizou as prisões temporárias e os mandados de busca foi assinada pelo juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos.

De acordo com a investigação, os dois utilizariam a empresa Casal Imports para transferir valores obtidos por meio de rifas online a empresas vinculadas ao funkeiro MC Ryan SP, apontado como figura central da organização, que também foi preso nesta quarta (15). A Polícia Federal também cumpriu mandados de busca em endereços relacionados aos influenciadores. Nas redes sociais, Chrys Dias soma milhões de seguidores e costuma compartilhar a rotina ao lado da esposa e dos quatro filhos, além de promover sorteios digitais.

Operação Narco Fluxo

A ofensiva prevê o cumprimento de 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Distrito Federal. Segundo a PF, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 260 bilhões, valor que ainda é apurado. Durante a ação, foram apreendidos dinheiro em espécie, veículos de luxo, armamentos, documentos e dispositivos eletrônicos que devem auxiliar no avanço das investigações.

Entre os alvos presos também está o funkeiro carioca MC Poze do Rodo, além de Raphael Sousa, responsável pela página Choquei. A Justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens atribuídos a Ryan. Os investigados poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas.

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