Homem que matou ex-namorada em joalheria é liberado de hospital e levado para Centro de Detenção Provisória

Após receber alta, suspeito, que perseguia a jovem desde o fim do relacionamento, deixou o hospital sob escolta

Cássio Henrique da Silva Zampieri, preso após matar a ex-namorada dentro de uma joalheria em SP - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Lívia Gennari Publicado em 03/03/2026, às 09h30

O homem identificado como Cássio Henrique da Silva Zampieri, acusado de assassinar a ex-namorada dentro de uma joalheria em São Bernardo do Campo, deixou o hospital sob escolta policial e foi imediatamente conduzido a uma delegacia. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, ele deve ser encaminhado ainda nesta semana para um Centro de Detenção Provisória (CDP).

A vítima, Cibelle Monteiro Alves, de 22 anos, trabalhava na joalheria onde foi atacada a facadas. O crime ocorreu na última quarta-feira (25), no interior da loja da rede Vivara, localizada no Shopping Golden Square. Antes de cometer o homicídio, o agressor manteve a jovem refém até ser baleado na perna por policiais ao se recusar a se render.

Após receber alta, Cássio foi levado ao 2º Distrito Policial, onde teve a prisão preventiva formalizada, e seguiu depois para a carceragem do 3º DP. 

Histórico de perseguição e ameaças

De acordo com os investigadores, o crime foi o ápice de um ciclo de violência que vinha se agravando há anos. O casal havia terminado um relacionamento de cinco anos em abril do ano passado, período em que, segundo a polícia, o agressor passou a perseguir Cibelle e a demonstrar crescente insatisfação com o fim da relação.

Registros de boletins de ocorrência mostram que a jovem denunciava episódios de violência doméstica desde 2023. Mesmo após a concessão de uma medida protetiva que impedia sua aproximação, o suspeito continuou a ameaçá-la, enviando mensagens intimidatórias e até repasses de pequeno valor, via pix, acompanhados de ameaças.

Quase um ano antes do ataque, ele chegou a enviar fotos íntimas da vítima para colegas de trabalho dela, além de multiplicar as agressões verbais pelas redes sociais. A polícia afirma que o padrão de perseguição indicava uma escalada de risco, que resultou na morte da jovem dentro do ambiente de trabalho.

O caso segue sob investigação, e familiares da vítima cobram responsabilização e reforço de medidas de proteção para mulheres que vivem situações semelhantes.

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