Caso ocorreu na Zona Sul de São Paulo e envolve versões conflitantes dos participantes
Gabriela Nogueira Publicado em 28/01/2026, às 18h03
O neto do ex-presidente Jânio Quadros se envolveu em uma confusão que terminou em agressão física após uma negociação mal sucedida para a compra de dólares, na Zona Sul de São Paulo. O episódio ocorreu na terça-feira e é investigado pela Polícia Civil como possível golpe.
De acordo com o registro policial, Jânio Quadros Neto teria recorrido a um amigo para conseguir R$ 70 mil emprestados, valor que seria usado na compra da moeda estrangeira. A negociação foi intermediada por uma mulher apresentada como vendedora, com quem o grupo marcou um encontro em um centro comercial no Jardim São Luiz.
No local, Jânio e um amigo subiram até o andar indicado para concluir a transação, enquanto o dono do dinheiro aguardava no carro. Durante a conversa, a suposta vendedora recebeu a quantia, deixou uma bolsa sobre a mesa e se afastou sob o pretexto de resolver uma pendência rápida. Ela não voltou.
Após perceberem a demora, os dois tentaram localizá-la e descobriram que a bolsa estava vazia. Funcionários do prédio também informaram que não havia registro de entrada da mulher com o nome fornecido. Imagens de câmeras de segurança ajudaram a polícia a identificar a suspeita, que segue sendo procurada.
De volta ao carro, o clima ficou tenso. Segundo o amigo que emprestou o dinheiro, Jânio se comprometeu a devolver o valor em parcelas, alegando também ter sido enganado. Durante o trajeto, um dos acompanhantes deixou o veículo de forma repentina, enquanto Jânio tentou sair logo em seguida e acabou contido.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, a confusão chamou atenção de pessoas que estavam na rua. Jânio acabou sendo agredido após ser confundido com um dos envolvidos no suposto crime e precisou de atendimento médico antes de prestar depoimento.
À polícia, Jânio apresentou uma versão diferente. Ele afirmou que o amigo que emprestou o dinheiro estava nervoso desde o início e que houve um mal-entendido que acabou resultando na agressão. Disse ainda que atua como consultor financeiro e que apenas intermediava o negócio.
O caso foi registrado como estelionato, e um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias do golpe, a participação dos envolvidos e a localização da suspeita.