PRISÃO

Goleiro Bruno é preso após 2 meses foragido e volta ao semiaberto

Condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, ex-jogador foi preso no interior do Rio após descumprir regras da liberdade condicional e deixar o estado sem autorização judicial.

Bruno Fernandes foi preso no interior do Rio após descumprir regras da liberdade condicional e permanecer foragido por cerca de dois meses. - Imagem: Renata Caldeira / TJMG

Redação Publicado em 08/05/2026, às 09h57

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O ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, voltou a ser preso nesta sexta-feira (8) após passar cerca de dois meses foragido da Justiça. A captura ocorreu em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, durante uma ação da Polícia Militar.

A prisão aconteceu após a revogação da liberdade condicional concedida ao ex-atleta em janeiro de 2023. Segundo a Justiça do Rio de Janeiro, Bruno descumpriu uma série de determinações impostas para permanecer em liberdade, incluindo viagens sem autorização judicial e falhas no cumprimento das regras do regime semiaberto.

De acordo com a Vara de Execuções Penais, Bruno viajou ao Acre em fevereiro para atuar pelo Vasco-AC sem autorização da Justiça. Após a viagem, ele não retornou quando deveria ao regime semiaberto, o que levou à expedição do mandado de prisão.

O Ministério Público do Rio de Janeiro também apontou outras irregularidades atribuídas ao ex-goleiro, como ausência de atualização de endereço por três anos, descumprimento de horários de recolhimento e presença em locais proibidos, incluindo uma partida do Flamengo no Maracanã.

Bruno foi condenado em 2013 a mais de 22 anos de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver da modelo Eliza Samudio, desaparecida em 2010. O caso teve enorme repercussão nacional e se tornou um dos crimes mais emblemáticos da história recente do país.

Após a prisão desta sexta-feira, Bruno foi encaminhado para a 127ª Delegacia de Polícia e deve retornar ao sistema prisional em regime semiaberto.

O caso reacendeu nas redes sociais o debate sobre benefícios penais, ressocialização de condenados e a repercussão pública envolvendo crimes de grande impacto nacional.

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