Criminosos renderam funcionário durante falsa manutenção e forçaram transferência em criptomoedas
Lívia Gennari Publicado em 16/12/2025, às 14h09
Deflagrada na última segunda-feira (15) , pela Polícia Civil de São Paulo, a Operação Cryptonita para desarticulou uma organização criminosa envolvida em roubo, extorsão e lavagem de dinheiro no interior do estado. Oito pessoas foram presas e veículos, equipamentos eletrônicos e materiais usados para movimentação financeira foram apreendidos.
Investigação
O grupo agiu de forma planejada ao invadir um escritório comercial sob o pretexto de realizar um serviço de manutenção. Após ganhar acesso ao local, os criminosos renderam um funcionário com o uso de arma de fogo e o obrigaram a realizar uma transferência de aproximadamente R$ 300 mil em bitcoins. Além do valor em criptomoeda, o carro da vítima e outros bens também foram levados.
O trabalho de apuração permitiu à polícia rastrear o caminho do dinheiro digital, identificando contas bancárias utilizadas tanto pelos executores do crime quanto por pessoas responsáveis pela circulação e ocultação dos valores.
Quem são os suspeitos
As prisões ocorreram nos municípios de Indaiatuba e Salto, em uma operação que mobilizou 45 policiais civis. Ao todo, foram cumpridos nove mandados de prisão e oito de busca e apreensão. Oito suspeitos foram detidos temporariamente, são eles: Wilson Fernandes da Silva Junior, Eikenatan Santos Meteli de Matos, Fernando Nabhan Francisco, Andre Aparecido Oliveira de Azevedo, Grasiella Leopoldino Bull, Daivid Cezar da Silva Caribé, Maicon Souza Xavier e Sabrina da Silva Ribeiro. Um nono investigado ainda não foi localizado e é considerado foragido.
Apreensões
Durante a operação, os agentes apreenderam uma motocicleta, um automóvel, celulares, notebooks, HDs externos, um tablet, três máquinas de cartão, nove cartões bancários, além de documentos, extratos financeiros, chips de telefonia e comprovantes de transações. Também foram recolhidos dois cartuchos de calibre .16 e um caderno com anotações codificadas, que agora serão analisadas para aprofundar o mapeamento da atuação da quadrilha.
As investigações seguem em andamento.