Justiça aponta empresários como suspeitos de operar movimentações financeiras sem origem comprovada
Redação Publicado em 16/04/2026, às 15h26 - Atualizado às 17h05
Os proprietários de duas produtoras de funk que atuam em São Paulo foram presos por determinação da Justiça Federal no âmbito de uma investigação que apura lavagem de dinheiro ligada ao setor do entretenimento. Henrique Alexandre Barros Viana, o “Rato”, responsável pela Love Funk, e Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, dono da GR6, são apontados como alvos centrais do inquérito conduzido pela Polícia Federal.
Segundo a decisão da 5ª Vara Federal de Santos, Rato teria exercido papel estratégico no fluxo financeiro investigado, realizando operações consideradas suspeitas por não apresentarem comprovação de origem lícita. Rodrigo também é citado como participante das movimentações em apuração.
A operação, que mobilizou mais de 200 policiais federais, foi realizada em diversos estados e incluiu o cumprimento de dezenas de mandados de prisão e de busca e apreensão. Além dos empresários, também foram detidos nomes conhecidos do público, como os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, o responsável pela página Choquei, Raphael Souza, e o casal de influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão.
Segundo os investigadores, o grupo é suspeito de utilizar empresas do ramo musical para ocultar e movimentar grandes quantias de dinheiro de origem ilegal. As apurações ainda indicam que os empresários já foram citados em outros inquéritos relacionados à lavagem de recursos, incluindo possíveis ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Durante as ações, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, dinheiro em espécie e bens de alto valor. O material será analisado para aprofundar o rastreamento das movimentações financeiras e esclarecer o papel de cada investigado no esquema.