Defesa de Deolane recorre ao STJ para tentar derrubar prisão preventiva

Advogados alegam ausência de requisitos legais para manutenção da medida e pedem aplicação de alternativas cautelares

Influenciadora foi detida em operação contra lavagem de dinheiro do crime organizado - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 27/05/2026, às 15h45 - Atualizado às 16h05

A defesa da influenciadora Deolane Bezerra protocolou nesta quarta-feira (27), um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a prisão preventiva decretada contra ela. Os advogados pedem uma nova análise do habeas corpus apresentado após a influenciadora ser presa durante uma operação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Deolane foi detida na última quinta-feira (21), em uma ação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. Segundo as investigações, o grupo investigado teria movimentado recursos de origem ilícita por meio de empresas e operações financeiras suspeitas.

No pedido encaminhado ao STJ, a defesa sustenta que não há elementos suficientes para justificar a manutenção da prisão preventiva. Os advogados afirmam que medidas cautelares menos severas poderiam ser adotadas, como retenção do passaporte, proibição de deixar a comarca, restrição de contato com outros investigados ou até mesmo a conversão da prisão em domiciliar.

A equipe jurídica também argumenta que Deolane é mãe de uma criança de 9 anos e seria a principal responsável pelos cuidados da filha. Além disso, destaca que os crimes investigados não envolvem violência ou grave ameaça.

Inicialmente, a Presidência do STJ entendeu que o habeas corpus não poderia ser analisado neste momento, sob o argumento de que o pedido de liberdade ainda aguarda julgamento definitivo no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), instância responsável pelo caso antes da análise em tribunais superiores.

Diante da decisão, os advogados recorreram e solicitaram que o mérito do pedido seja reavaliado. O processo agora foi encaminhado ao Ministério Público, que deverá emitir parecer antes de uma nova manifestação do STJ.

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