CASO DARK HORSE

Dark Horse: empresa investigada por contrato milionário funciona em clínica de acupuntura

Alvo de buscas da Polícia Civil, empresa citada em apuração sobre suposto desvio de recursos públicos ligados ao caso Dark Horse divide endereço com clínica de fisioterapia e acupuntura em São Paulo.

Polícia Civil realizou buscas em empresa citada nas investigações que apuram supostas irregularidades em contratos públicos relacionados ao caso Dark Horse. - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 11/06/2026, às 09h08

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As investigações que apuram possíveis irregularidades em contratos públicos relacionados ao caso Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, revelaram um detalhe que chamou a atenção dos investigadores.

Uma das empresas citadas no inquérito, a Complexsys Soluções Integradas, funciona em uma sala comercial na Vila Mariana, zona sul da capital paulista, compartilhando espaço com uma clínica de fisioterapia e acupuntura.

O local foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a Operação Wi-Fi, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo. Durante a ação, os agentes encontraram uma estrutura voltada para atendimentos terapêuticos, incluindo maca, equipamentos de fisioterapia e materiais utilizados em sessões de acupuntura, além do espaço destinado às atividades empresariais.

A Complexsys aparece na investigação por ter sido subcontratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização social responsável por um contrato de R$ 108 milhões para instalação de pontos de internet gratuita em comunidades da capital paulista.

Segundo a apuração, a empresa recebeu contratos que somam cerca de R$ 8,6 milhões. Um dos focos da investigação envolve uma nota fiscal de aproximadamente R$ 2 milhões apresentada na prestação de contas do projeto e posteriormente cancelada, situação que levantou suspeitas sobre a utilização do documento para justificar despesas envolvendo recursos públicos.

A Polícia Civil também investiga possíveis indícios de superfaturamento, pagamentos antecipados, descumprimento de metas contratuais e eventuais irregularidades na execução do programa de conectividade.

O caso ganhou ainda mais repercussão porque a presidente do ICB, Karina Ferreira da Gama, também é proprietária da produtora responsável pelo filme Dark Horse, projeto que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro.

Em nota, a Complexsys afirmou que atua dentro da legalidade, que prestou efetivamente os serviços contratados e que acompanha as investigações com tranquilidade. A empresa ressaltou ainda que não existe, até o momento, qualquer conclusão definitiva que comprove irregularidades.

As investigações seguem em andamento e ainda não houve denúncia formal ou condenação dos envolvidos.

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