Luto na Polícia Civil

Copiloto da Polícia Civil morre após quase um ano internado por tiro em operação no Rio

Felipe Marques Monteiro foi baleado na cabeça durante ação na Vila Aliança, em Bangu, e passou meses em tratamento antes de sofrer complicações no quadro de saúde

O secretário de Polícia Civil lamentou a perda de Felipe, que se destacou como um verdadeiro guerreiro em sua trajetória profissional - Imagem: Reprodução

Letícia Sales Publicado em 17/05/2026, às 20h45

O copiloto da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Marques Monteiro, morreu neste domingo (17), após quase um ano lutando pela vida depois de ser baleado na cabeça durante uma operação policial na Vila Aliança, em Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense.

Felipe foi atingido em março de 2025 enquanto pilotava um helicóptero que dava apoio à Operação Torniquete, ação voltada ao combate de uma quadrilha especializada em roubos de vans. Na época, o policial foi socorrido em estado gravíssimo e encaminhado ao Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, na Zona Sul do Rio.

Após meses internado, ele recebeu alta em dezembro do ano passado do Hospital São Lucas Copacabana para iniciar um processo de reabilitação. O médico Renato Ribeiro, responsável pelo acompanhamento do policial, afirmou naquele momento que Felipe entraria em uma nova etapa da recuperação.

Nos últimos dias, no entanto, o copiloto apresentou uma piora no estado de saúde e precisou ser internado novamente. A morte foi confirmada pela família por meio de uma publicação nas redes sociais.

“Um guerreiro do início ao fim. Hoje nos despedimos com dor, mas também com gratidão por toda força, amor e exemplo que deixou em nossas vidas. Seu legado jamais será esquecido”, diz a nota divulgada no perfil oficial do policial.

Na ocasião do ataque, o secretário de Polícia Civil do Rio, delegado Felipe Curi, afirmou que criminosos foram responsáveis pelo disparo que atingiu o agente durante a operação aérea.

Segundo a Polícia Civil, a quadrilha investigada pela Operação Torniquete causou prejuízo superior a R$ 5 milhões ao setor de transporte turístico da Zona Oeste apenas em 2024.

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