Ré no processo pela morte do filho, foi transferida para unidade prisional após decisão do STF
Lívia Gennari Publicado em 20/04/2026, às 17h11
Monique Medeiros, acusada no processo pela morte do filho Henry Borel, foi presa novamente nesta segunda-feira (20), no Rio de Janeiro. Ela se apresentou em uma delegacia da Zona Oeste após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que mandou restabelecer sua prisão preventiva.
A decisão foi assinada pelo ministro Gilmar Mendes na última sexta-feira (17). Posteriormente, a Corte também negou um pedido da defesa para suspender a medida.
Depois dos trâmites policiais, Monique foi conduzida para a unidade prisional de Benfica, responsável pelo ingresso de detentos no sistema carcerário estadual.
O processo envolvendo Monique e o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, ainda aguarda julgamento. Em março, a sessão do Tribunal do Júri foi interrompida e acabou adiada após a saída da defesa do ex-parlamentar durante os trabalhos.
Com a suspensão, a juíza Elizabeth Machado Louro remarcou o julgamento para 25 de maio. Na ocasião, Monique havia sido colocada em liberdade.
Caso Henry Borel
Henry morreu em março de 2021, aos 4 anos, em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Exames periciais apontaram múltiplas lesões internas, incompatíveis com a versão inicial apresentada pelos acusados.
Para o Ministério Público, Jairinho teria cometido as agressões que causaram a morte da criança, enquanto Monique teria deixado de agir para impedir a violência. Os dois respondem criminalmente pelo caso.
Em manifestação divulgada após a nova ordem de prisão, os advogados de Monique afirmaram que ela se apresentou assim que foi informada da decisão judicial. A defesa também sustenta que a professora não teve participação no crime.