Artista paraibano é réu por tentativa de feminicídio, estupro, ameaça e violência psicológica contra a ex esposa; caso ganhou repercussão nacional após vídeos de agressões circularem nas redes sociais.
Ana Beatriz Publicado em 27/05/2026, às 13h17
O cantor paraibano João Lima, acusado de tentar matar a ex esposa em um caso de violência doméstica que chocou a Paraíba e ganhou repercussão nacional, foi solto nesta terça feira (26) após decisão do 2º Tribunal do Júri de João Pessoa. O artista responderá ao processo em liberdade provisória, mas terá de cumprir uma série de medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Segundo a defesa do cantor, João Lima já deixou o sistema prisional e está em sua residência. Entre as medidas impostas pela Justiça estão o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, entrega do passaporte em até 24 horas, proibição de deixar a cidade onde reside por mais de oito dias sem autorização judicial e obrigação de comparecer a todos os atos processuais. Ele também está proibido de manter qualquer contato com a vítima.
O caso teve início após vídeos das agressões contra a ex esposa circularem nas redes sociais e provocarem forte repercussão pública. A vítima, identificada como a médica e influenciadora Raphaella Lima, confirmou publicamente os episódios de violência e procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de João Pessoa para registrar boletim de ocorrência e solicitar medida protetiva de urgência.
João Lima foi preso preventivamente em janeiro deste ano após audiência de custódia e encaminhado para a Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, conhecida como Presídio do Roger, em João Pessoa. Na época, a Justiça entendeu que havia elementos suficientes para manutenção da prisão preventiva diante da gravidade das acusações e do risco à integridade da vítima.
Posteriormente, o Ministério Público da Paraíba apresentou denúncia formal contra o cantor. A Justiça aceitou a denúncia e tornou João Lima réu por tentativa de feminicídio com agravante de asfixia, estupro, lesão corporal no contexto de violência doméstica, induzimento ao suicídio, ameaça e violência psicológica contra a mulher.
A investigação apontou que os episódios de violência teriam ocorrido durante o relacionamento do casal e incluiriam agressões físicas, ameaças e abusos psicológicos. O caso gerou intensa mobilização nas redes sociais, com manifestações de apoio à vítima e cobranças por punição ao artista.
Mesmo com a soltura, João Lima continuará respondendo ao processo criminal. A defesa sustenta que o cantor colaborará com a Justiça e cumprirá todas as medidas determinadas judicialmente. Já representantes da vítima e entidades de defesa das mulheres acompanham o caso e defendem rigor no andamento do processo.
O episódio reacendeu debates sobre violência doméstica, feminicídio e a exposição pública de casos envolvendo figuras conhecidas nas redes sociais e no meio artístico. Especialistas destacam que a repercussão de casos como este contribui para ampliar denúncias e incentivar vítimas a procurarem ajuda.
Relembre o caso
O caso envolvendo João Lima ganhou repercussão nacional em janeiro de 2026 após vídeos de agressões contra a então esposa serem divulgados nas redes sociais. As imagens provocaram indignação e levaram à abertura de investigação por violência doméstica na Paraíba.
Após a repercussão, Raphaella Lima confirmou publicamente os episódios de violência e afirmou ter vivido situações abusivas durante o relacionamento. A médica registrou boletim de ocorrência e conseguiu medida protetiva contra o cantor.
João Lima foi preso preventivamente no dia 25 de janeiro e permaneceu detido desde então. Em março, a Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou o cantor réu pelos crimes relacionados ao caso.